Depois de mais uma noite arrastada e acusadora, o poeta amanhece e de tão triste quase não se reconhece, era estranho até o seu jeito de falar. Habitado por uma intensa nostalgia chora todos os dias, lágrimas que ele começa a antecipar por sentir que estava a perder, ela seu grande amor que a cada dia diferente tende a ficar.

Depois de chorar todas as lágrimas presentes, futuras e até algumas passadas, ele sente que não pode desistir desse amor, mas sabe ele que se ela continuar assim não poderá fazer mais nada. Pra se viver um grande amor é preciso cultivar, e por mais pequenos que sejam os detalhes, um dia grandes eles irão ficar, e assim a tarde chega e com ela vêm uma tristeza que não é passageira, uma tristeza confusa, dolorosamente antecipada.