Um alto ruído atrapalha sua reflexão. Vinha da igreja. Não lhe era um barulho estranho, já o ouvira muitas vezes, todos os dias para ser precisa. Era um som comum a todos que moravam na capital. Um aviso... Não, um aviso não, uma ordem “todos se dirijam imediatamente à catedral, todos se dirijam imediatamente à catedral”. Era o que explicitava. Do alto da torre ainda sentado ele olhou todos se dirigirem à construção, alguns de lugares próximos, outros de mais distantes, mas todos seguiam apressados para o mesmo destino. Como de costume, cobriu a cabeça com o capuz que pendia do sobretudo negro e desceu a escadaria lateral do prédio.

Não demorou a que chegasse a entrada. Uma enorme porta de madeira escura dava acesso ao local. Muitos ainda chegavam: homens, mulheres, adultos, crianças, idosos, todos se reuniam. Esperou ao lado da entrada até que todos chegassem, e quando finalmente aconteceu, um homem parado sobre o altar da catedral ordenou “fechem as portas”, só então o homem entrou.

Continua...