Ellie estava rodeada de aranhas. Milhares delas, de todos os tipos e tamanhos. Elas começaram a subir por sua perna e ela podia sentir suas patas pequenas e peludas por todo seu corpo. Foi quando percebeu que uma delas, grande e negra, se aproximava de sua boca. Ela tinha duas opções: ou ficava quieta e morria lentamente com o veneno das aranhas ou gritava e corria o risco de engolir uma delas. O que fazer? Ela podia sentir o veneno começando a se espalhar pelo seu corpo, suas mãos começaram a ficar dormentes e uma dor começou a queimar seus pés. Olhou bem devagar para baixo e pode ver um montinho de aranhas parado em cima do ponto da dor. Havia uma aranha em seu rosto e a mesma estava começando a tecer sua teia no nariz de Ellie. Em poucos minutos, ela também pararia de respirar. A dor em seu pé era insuportável e ele come-çara a adormecer. Contra sua vontade, Ellie foi obrigada a se sentar e quando o fez, se arrependeu totalmente. O movimento de seu corpo acabou chamando a atenção das outras aranhas que se espalhavam pelo quarto. Elas se moveram com uma rapidez impressionante e em poucos minutos a garota se viu totalmente coberta. Sem ar, Ellie não conseguia pensar em mais nada, então resolveu fazer a única coisa que lhe restara: gritar. Mas o grito nunca saiu de sua garganta. Assim que ela abriu a boca, várias aranhas se encaminharam para lá. A última coisa que Ellie conseguiu ver foram as aranhas produzindo suas teias, enquanto esperavam a hora certa de se alimentar do corpo da garota. Quando o despertador tocou, Ellie não acreditava que aquilo tudo havia sido apenas um sonho. Parecia real demais. Levantou correndo olhando por todo o quarto a procura de algum daqueles animaizinhos malditos. Nada. Nenhuma teia de aranha. Se tranquilizou um pouco. O pesadelo a havia abalado.

Foi trabalhar tranquilamente e lá pelo meio do dia já havia esquecido do sonho. As coisas estavam normais. Mas sua alegria acabou assim que voltou para casa. A porta de seu apartamento estava coberta de teias de aranha. Ellie abriu a porta com cuidado para não tocar naquilo. Quase morreu de susto ao entrar. Sua sala estava inteira coberta com a mesma teia da porta. Com cuidado Ellie olhou os outros cômodos. Se desesperou ao ver que a casa toda estava coberta com aquilo. Voltou para a porta da sala a fim de sair correndo de lá, mas algo a impedia. Uma teia espessa mantinha a porta trancada e além disso, as aranhas haviam aparecido. Elas eram grandes, estranhas, peludas. Ellie desmaiou. E mesmo inconsciente, ela pode sentir aquelas patas peludas passeando por todo seu corpo. Não havia mais chance para ela.

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