Creepypasta

14 de Dezembro de 2013 And P. Contos 1070

Naquela vila antiga de Minas
Gerais já não era novidade quando acontecia alguma coisa estranha, pessoas sumirem,
vultos, casa mal assombrada, já não era mais nenhuma novidade.

Mas numa noite foi diferente. Era uma cidade de passagem, a BR-116 a dividia em duas.
Uma população com menos de 5 mil habitantes. A maioria ganhava a vida com hotéis
baratos a beira da estrada.

Gabriel e sua namorada Camila já estavam na estrada desde a noite passada, estavam
vindo de São Paulo, querendo chegar a Salvador. Já eram para estar longe, mas
tinha que parar a todo momento, em todos os postos, restaurantes, qualquer lugar que
tivesse banheiro, afinal Camila estava grávida, estava avançando o sétimo mês de
gestação e toda hora queria usar o banheiro.



Vendo que já estava escurecendo Gabriel decidiu que passariam a noite no próximo Hotel
que avistasse. Por coincidência, talvez até por obra do destino eles acabaram
em nossa pequena cidade.



No início Camila ficou encantada com a pequena cidade. Mas assim que se hospedaram
no hotel ela começou a sentir medo. Era um hotel mau acabado de beira de
estrada, uma construção bem antiga, se as luzes do mesmo não estivessem acesas
iria parecer abandonado. Eles ficaram com o quarto numero 7, a mobília era extremamente
simples e antiga,  o chão, a porta e a
janela rangiam juntos.



Gabriel chegou perto da janela e observou.

- Deveríamos ter pego um quarto com uma vista melhor, desse aqui só da pra ver
mato – ele bufou.



- Está bom aqui, só quero dormir estou exausta – do jeito que estava ela se deitou na cama e Gabriel a acompanhou.



- Você percebeu, só há cinco quartos aqui 1,2,3,4 e 7, o 4 fica ali nos fundos.
Achei estranho, será que tem algum motivo?
- Não deve ser nada.



- Mais uma coisa, você não acha que esse lugar lembra filmes de terror, aqueles
de adolescentes...



-Não, não acho – ela se levantou com dificuldade, por causa da barriga – vou dormir
e se fosse você faria o mesmo.

Ambos trocaram de roupa e voltaram para cama. Ainda eram oito horas e Gabriel não conseguia
dormir, ao contrario de Camila que desmaiou. Apesar de ter dirigido o dia todo,
ter aguentado as mudanças de humor de sua namorada e estar extremamente
cansado, ele não conseguia dormir. Na verdade alguma coisa em seu subconsciente
o impedia. Depois de horas na escuridão finalmente adormeceu.



Ele estava em pé em um corredor, porta numero 7 a sua direita e a frente estava o quarto
numero 4. Alguém batia na porta, de dentro para fora, como se quisesse sair, então
ele foi chegando mais próximo do quarto, quando finalmente colocou a mão na
maçaneta e estava abrindo a porta...




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