Vivia dias difíceis, há algum tempo não o via, sentia, ou o tocava. De tempos em tempos, encontrava-me  em pensamentos libidinosos com alguns ápices de calor pelo corpo. Também como não pudera! A ultima vez em que nos vimos, foi uma avalanche de sensações, há cada toque, cada movimento eu o sentia mais próximo de mim, me completando e preenchendo cada espaço antes vazio. A sensação de prazer pelo corpo era incontrolável, não existia mais nada, só mente dois corpos se desejando, de maneira absoluta.

Era domingo a tarde, o plano inicial, nos encontrarmos andar  pelo parque e por a conversa em dia. Não foi o que aconteceu, não resistimos a tentação e logo demos um jeito de ficarmos a sós! não nos víamos a alguns dias, devera ter pensado que isso poderia acontecer.

Uma das piores sensações por mim vividas, vê-lo e não poder beijar, se quer abraça-lo em público, andar ao seu lado como dois meros conhecidos.Mas era o que me restava, tentei por diversas vezes esquece-lo e seguir com vida. Todas em vão. Ele era alguns anos mais velho, e com ótimas historias na bagagem! dono do sorriso mais lindo que já vi, unia simpatia e exuberância e olhos sinceros que mesmo quando queriam mentir deixavam transparecer a verdade. Alto, atlético, e uma incrível vivacidade. Vivacidade, era tudo o que precisa quando o conheci e foi exatamente o que ele me trouxe.

Levava os dias semanas e meses sempre da mesma forma. Passava  o dia todo em um lugar que não gostava, trabalhando com pessoas que não gostava, logo após voltar pra casa, encarar os afazeres e empurrar o casamento com a barriga. Sintia como se a vida estivesse me levando, e não eu a vida. Não havia nada que me movesse, nada que impulsiona-se a um esboço de felicidade. Até conhece-lo. Ele que tanto me estremecia, e me fazia saber o sentido de viver! Não podíamos nos encontrar muitas vezes, mas quando finalmente acontecia ele me tomava em seu peito como se houvesse uma eternidade que não me via, beijava-me com paixão, e  tocava cada parte do meu corpo com sede, ansiando por mais. 

Ali era onde queria realmente estar, em seus braços, no sussurro da sua voz, sentindo sua respiração no meu pescoço, e o ouvindo dizer que me queria, me desejava enquanto entravamos em sintonia total. Ao fim ficávamos abraçados e ele constantemente me cobrava  atenção, queria mais minha companhia mas sabia que não podia dar-lhe. 

Aquele domingo o último em que nos vimos, lembro-me de ter-lhe feito uma promessa iriamos viajar, só mente nós, juntos sem ninguém mais, ele estava de viajem marcada iria passar as festa de fim de ano com a família e voltaria no inicio do outro mês. 

A viagem, nunca aconteceu. Na volta ele perdera a direção do carro quando vinha me cobrar a promessa.  Aqueles foram os melhores dia que vivi.

A partir dai, vivi dias difíceis.