Parou o carro ao
lado da D20, estacionado em frente à porta do armazém no pátio do posto de
gasolina. Scott estava limpando os vidros com uma toalha laranja.



  - Decidiu ficar mais um tempo? – Ele
perguntou.



  - Não. Bem, sim. A estrada esta
alagada. Pelo jeito só vai dar pra passar daqui uns três dias. – Kate
respondeu.



  - É. Acabou de dar no rádio. O menos
aconteceu uns 9
quilômetros atrás. – Ele continuou.



  - Não, droga. Eu achei que podia
voltar e ir pela rodovia. Mas... Que merda! – Irritou-se.



  - Eu vou voltar pra Nashville, a
estrada até lá ta liberada. Você vai ficar aqui? – Ele perguntou.



  - Não. Eu não tenho dinheiro
suficiente pra pagar a hospedagem. – Kate guardando o celular no bolso do
casaco.



  - Olha. Eu sei que você nem me
conhece, e que vai parecer loucura. Mas... Você pode ficar na minha casa. Mas
sabe... Só até liberarem a estrada. – Ele sugeriu.



  - Não sei... – Disse em quando
pensava.



  - Eu não vou te estuprar, se é o que
ta pensando! – Scott brincou.



  - Eu não tava pensando nisso! – Kate
riu.



  - E então? Não fica longe daqui. –
Ele insistiu.



  - Esta bem. – Concordou. – Mas se
você tentar alguma coi...



  - Relaxa. Eu já disse que não vou te
estuprar. – Ele riu. – Vou terminar de limpar os vidros e nós vamos. Pode
comprar um litro do álcool ali pra mim? Aqui. – Entregou sua carteira para a
garota.



  - Ta bem. Eu já volto. – Pegou e foi
comprar a encomenda.



  Logo voltou. Entregou o litro para
Scott, que já esperava dentro da caminhonete.



  - Vou na frente. É só me seguir. –
Instruiu-a.



  - Ta bem! – Ela respondeu entrando
no carro.



  Ligaram os motores e seguiram pela
estrada. Levaram alguns minutos para que chegassem à entrada do lugarejo. Uma
placa de madeira, à esquerda do caminho, trazia o nome da cidade em grandes
letras azuis.



  O lugar ficava no meio do nada. Uma
típica cidade do interior: uma igrejinha no centro, uma praçinha, lojas de
conveniência, uma mecânica, um barzinho, muitas árvores, mulheres passeando com
crianças, alguns cachorros pela rua... Era uma paisagem muito agradável.



  Scott conduziu o carro até uma parte
mais afastada do centro. Parou em uma rua onde só havia três casas. A sua era a
ultima. Um sobrado banco de dois pisos. As janelas eram pintadas de marrom e
uma varanda que circundava. Muitas árvores estavam plantadas ao redor do
terreno e uma cerca que dava a altura dos joelhos cercava o local.



  Ele desligou o motor e desceu do
carro. Kate fez o mesmo.



  - É aqui. – Ele disse caminhando até
ela.



  - Sua casa é muito bonita. –
Elogiou.



  - Obrigado. Venha! – Convidou
apanhando a chave no bolso da calça.



  Subiu os degraus da varanda e parou
em frente à porta. Destrancou. Abriu-a e entrou. Kate estava logo atrás.



  - Esta um pouco bagunçada. - Ele
falou tirando o casaco e pendurando em gancho atrás da porta.



  - Tudo bem. Eu sei com é... Você
mora sozinho? – Kate perguntou da sala enquanto Scott ia até a cozinha.



  - Sim. Por isso a bagunça. – Ele
riu. – Pode sentar. – Disse.



  - Claro! – Kate gritou. Tirou
algumas revistas que estavam sobre o sofá, colocou-as sobre uma mesinha no
centro do cômodo e sentou.



  - Quer tomar alguma coisa? – Scott
voltou a gritar da cozinha.



  - Não, eu estou bem. Obrigada! – Ela
respondeu.



  - Se importa se eu beber? –
Perguntou voltando à sala.



  - A casa é sua. – Ela concluiu.



  - Você pode dormir no meu quarto, eu
vou dormir aqui na sala mesmo. – Ele informou.



  - Não. Você é o dono da casa. Eu
durmo aqui! – Kate resistiu.



  - Tudo bem. Eu durmo o tempo todo
aqui. Eu acabo pegando no sono enquanto olho TV. Você fica no quarto! –
Insistiu.



  - Bom... Esta bem. – Ela concordou.
– Eu vou até o carro pegar minhas coisas.



  - Eu ajudo. – Largou o copo ao lado
da TV e saiu para ajudá-la.



  Ela entregou-lhe uma mala e trancou
as portas do carro. Voltaram para a casa e subiram até o segundo andar. As
escadas davam a um corredor com quatro portas. Uma à esquerda, duas à direita e
outra no fim.



  - O banheiro é à esquerda e o quarto
é aqui. – Ele disse abrindo a porta no fim do corredor. – Pode ficar aqui e
arrumar suas coisas eu vou descer e preparar o almoço. – Falou deixando-a
sozinha.