A te abraçar.

08 de Março de 2014 Elisergiopoeta Contos 778

Agora estava Hurick a elucubrar, seus pensamentos o levavam até longe, e ainda assim a saudade insistia em acompanhar. Saudade, tristeza e um vazio, o inquietava e fazia seu dia sem brilho ficar, é já fazia um ano, a falta do seu pai estava cada vez mais acentuada e em uma tarde em que a tristeza não era passageira estava Hurick a lembrar.

Mesmo nunca sendo muito próximos, por causa de algumas coisas da vida, Hurick sempre tivera seu pai perto e quando a saudade era maior que a distância, ele iria seu pai visitar, e há um ano não podia mais, seu pai atravessara a ponte da vida, talvez com a sensação de missão cumprida, pois sempre vivera do modo que escolheu arrependimentos não costumava demostrar. As histórias sobre polícia, eram sempre maiores que o sonho frustrado, e da falta de oportunidades para realizar, a cada visita Hurick adiava, não sei se por não conseguir usar as palavras, não conseguia pedir a seu pai um abraço e sempre para próxima vez deixava passar.

Foram muitas as vezes que Hurick iria visitar seu pai com esse pensamento, e em casa até ensaiava, mas não conseguia praticar, incontáveis oportunidades foram perdidas, a distância entre eles, mesmo juntos ou tão perto não deixava Hurick seu pai abraçar, ele não conseguia. E como se não fosse acontecer ou pelo menos Hurick não esperava, tempo para isso não mais restou, a oportunidade passará. Em uma noite fria, a madrugada silenciava, o pai de Hurick atravessará a ponte da vida, levando consigo a oportunidade e o tempo que Hurick tinha de abraça-lo.

Ah como foi angustiante aquela noite fria, o jovem Hurick estava sufocado a tristeza era seu guia, à medida que o tempo passava, e a ponte era pelo pai de Hurick percorrida, chegava a hora da despedida, a tristeza mais acentuada começava a ficar. De repente, Hurick sentira um arrepio, e veio então um forte pensamento -em mente meu pai estou a te abraçar-.

Chegou a hora do adeus, já do outro lado da ponte, o pai de Hurick acenava, se aproximava o fim da tarde, o frio da noite se apresentava e em seu último adeus Hurick sem poder falar, pensava: não te abracei pai, mas tem o meu perdão seguiras em mim e sempre comigo, e a cada abraço sentido, será um pouco do seu, e de todo perdão.

Esse texto está protegido por direitos autorais.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem permissão do autor.

Leia também
Poema Rosa Para um Dia de Sol há 14 horas

A Rosa Emília A Rosa que an...
a_j_cardiais Poesias 38


Poema Suado há 15 horas

Estou num deserto de inspiração... Nada passa por aqui... Nem ladrão. ...
a_j_cardiais Poesias 32


Hebreus 3 - Versículos 7 a 11 – P 3 há 17 horas

John Owen (1616-1683) Traduzido, Adaptado e Editado por Silvio Dutra ...
kuryos Artigos 8


Hebreus 3 - Versículos 7 a 11 – P 2 há 17 horas

John Owen (1616-1683) Traduzido, Adaptado e Editado por Silvio Dutra ...
kuryos Artigos 10


Hebreus 3 - Versículos 7 a 11 – P 1 há 17 horas

John Owen (1616-1683) Traduzido, Adaptado e Editado por Silvio Dutra ...
kuryos Artigos 7


""Ser deficiente, não é o final"" há 2 dias

Nos somos todos iguais, E ao mesmo tempo diferentes, Somos todos normais,...
joaodasneves Poesias 13