Caçadores de Espiões | Prólogo

07 de Agosto de 2011 Lucas Campanaro Contos 830

Uma tensão no ar, alguma premonição. Os pelos da garota se eriçavam conforme ouvia os passos que se aproximavam da porta que por trás estava escondida. O piso antigo de madeira da mansão rangia, como se alertasse alguém que o caminho era perigoso. Ela sentia frio e seu corpo chacoalhava a cada instante em que inspirava, mas ironicamente o dia estava quente e úmido. Um dia típico de verão.
- Não acredito que a perdemos. – vozes masculinas indagavam entre si, aborrecidas. – Será...? – ela viu os dois homens se aproximarem da porta e seu corpo, como no automático, se encolheu.
“Andem logo, seus merdas.” Melanie pensava enquanto observava as sombras paradas por debaixo da porta. “Sejam corajosos, abram!”, pensava. Talvez aquela fosse sua última briga, seu último grito e nada depois faria a mínima importância.
A porta rangeu e a loira viu a maçaneta girar. O silêncio era total até o momento que gritos surgiram.
- Surpresa! – a garota disse afobada e os dois homens caíram mortos, com seus pescoços dilacerados por adagas.

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