Pobre rapaz, pobre rapaz, abraçou a morte e se lançou no mar.

Quem conhecia diria que era de se esperar.

Diziam que suas expressões eram só de melancolia.

Descreviam seus olhos como negros, com olheiras profundas de dor.

Sempre embaixo de um capuz, sempre se escondendo de todos.

Vivia aprisionado dentro de um quarto, trancado com sua solidão.

Se afastava de todos por ódio, engolia todos os dias doses amargas de agonia.

Sua mente era uma confusão, não tinha amigos, não tinha irmãos

Os pais estavam mortos e ele morava com seu padrinho.

Que nem sequer ligava para o rapaz, ninguém ligava para aquele rapaz.

Sua vida tinha se transformado em um redemoinho, que girava em torno de dor.

O rapaz se prendia a seu ódio pela morte dos pais, se culpava pela morte e ausencia dos pais. 

Todos os dias remoia suas fantasias, desejos e medos, e isso o confundia infinitamente.

O sangue manchava o caperte do quarto, quando em um ato desesperado.

Cortou a garganta de seu padrinho e se lançou da janela do seu quarto.