O susto

10 de Maio de 2014 robson aguiar Contos 936

A luz do dia estava já sendo coberta pela escuridão da noite, uma noite que ficaria marcada na vida de Paulo e Ana. A gravidez da Ana estava quase no final, nove meses já haviam se passado e o seu filho ou filha, o casal não quis saber o  sexo da criança, não havia dado o ar de sua graça. As  contrações,que suas amigas tanto falavam, parecia ficção, porém naquela noite as coisas iriam mudar.O pai Paulo era marinheiro de primeira viagem, torcia, sem comentar com ninguém, que seu filho fosse menino, pois sonhava em desfrutar bons momentos com ele durante a sua vida. Naquela noite iriam ambos ao cinema, moravam em uma cidadezinha do interior do maranhão, onde a matinê do domingo era o maior acontecimento do local onde moravam, tinham sido advertidos pela mãe da Ana, dona zefinha, ela achava arriscado a filha sair naquela noite, pois o seu neto ou neta estava para chegar a qualquer momento. A ana sonhava com uma filha menina, queria desfrutar da companhia e acompanhar o desenvolvimento da sua cria, a dona zefinha dizia "pode ser de qualquer sexo, desde que venha com muita saúde", isto para ela era o que importava. Na cidade todos se conheciam e esperavam ansiosamente o mais novo morador daquele lugar . Ao chegarem ao cinema, não demorou muito e a Ana começou a sentir que a bolsa havia estourado, as contrações começavam a tornarem-se  reais, o nervosismo tomou conta do casal que imediatamente procurou voltar para casa, não moravam longe, a cidade era realmente pequena e num piscar de olhos estavam diante da dona zefinha. A tranquilidade se chamava, neste momento, zefinha, estava tudo já preparado para o grande momento, tudo já estava arrumado e correram para chamar seu vizinho,um rapaz alto, moreno de olhos claros, que chamava a atenção por ter um olho verde e o outro azul, era o Antonio, taxista que rapidamente apareceu levando os três, pois dona zefinha era viúva, a maternidade. Entraram e meia  hora depois nascia Dagoberto, menino moreno e que chamava a atenção por ter os olhos claros, um verde e outro azul, rapidamente o Paulo se levantou assustado, suado e vira que aquilo não passava de um sonho que começou tão bem e acabou como um pesadelo.


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