Saudades do meu tempo de criança
em que atirava de baladeira,
subia e descia a rua
puxando uma roladeira.
Já fui rico com notas
de carteira de cigarros,
e de latas de óleo fazia
uma frota de carro.

Com buracos no chão
jogava bila ou biloca,
era todo o tempo
até no recreio da escola.
Já fui piloto em corridas de tampinhas,
fui samurai com espada e estrelinha.
estrelinha feito de lata
e a espada de madeira,
bom era o jogo de barra-bandeira.

Cheio de pipas coloridas
o céu ficava,
de pique-esconde,
esborracha-mamão
eu também brincava.
Do cuscuz era o que preocupava
pois se derrubasse o palito,
até chegar na marca apanhava.

Desenhava uma garrafa
riscada no chão,
todos ficavam dentro
do famoso garrafão.
Brincadeira boa seu moço!
era o tal de tô no poço,
pois quem tinha sorte
descolava,
e com uma bela garota ficava.

Hoje em dia é raro de se ver
criança correndo e pulando,
só ficam nos celulares
e em seus computadores navegando.
Não sentem o prazer das coisas simples
dos brinquedos artesanais,
se apegam desde cedo
aos bens matérias,
e as brincadeiras de antigamente
aos poucos não existirão nunca mais.