Cadê a chuva que não vem
Pra molhar o chão castigado,
Já faz algum tempo
Que não chove pra esses lados.

O céu limpo sem nuvens e o sol forte
deixa um rastro de agonia e morte,
Açudes e barreiros secos
deixam o solo rachado,
o mato seco revela que não há
pastagem pro gado.
sem água e sem comida,
as criações fracas
tombam sem vida.

Volta chuva vem molhar o chão!
Vem chuva alegrar meu sertão!

O sertanejo anda léguas
Atrás de poços d’água
A vida é sofrida
Mais em seu coração não a magoa,
No fundo a esperança de renovação
Esperando a chuva voltar
Pra molhar o chão.

Volta chuva vem molhar o chão!
Vem chuva alegrar meu sertão!

A seca castiga a terra fértil do roçado
Nada se aproveita tudo está estragado,
A fome bate na porta de uma moradia
Não se alimentam bem já faz dias.

Volta chuva vem molhar o chão!
Vem chuva alegrar meu sertão!

Mais a fé fala mais alto
Mesmo com tanto sofrimento,
Esperam ansiosos tal momento
Pra afastar de vez essa tristeza,
Tendo no peito a certeza
Que a fé não será em vão,
Quando os pingos da chuva
Começarem a molhar o chão.

Volta chuva vem molhar o chão!
Vem chuva alegrar meu sertão!