Quando vejo essa juventude idolatrando algumas celebridades, percebo que nunca fui fanático por nada, nem por ninguém: jogador, cantor, ator, time, religião, grupos... Talvez por ser totalmente eclético, eu nunca me “fixo” em uma coisa só. Quando se trata de musica então... Adoro musica. Mas não tenho um ritmo, um cantor, ou uma musica preferida. Escuto de tudo: musica erudita, samba, reggae, rock, xaxado, baião, brega, new age... Musica para mim é o momento. Às vezes quero escutar musica, mas não sei qual vai “cair bem” para o momento. Então fico colocando um cd atrás do outro, até encontrar a que me interessa. Voltando ao “fanatismo”, eu acho uma loucura a pessoa se deslocar do interior do Pará, para o Rio de Janeiro, e ficar dormindo ao relento só para assistir o show de um artista qualquer. O pior de tudo é que a pessoa fala desse ato com um orgulho enorme. É como se tivesse feito a coisa mais fantástica da vida. Agora eu pergunto: esse ato vai acrescentar o quê, na vida dessa pessoa? Uma loucura é só uma loucura, e fim. Será que ela quer entrar para o Guiness Book? Para mim, esse livro é outro festival de besteira: pra que serve ficar sabendo o nome da pessoa que comeu mais “não sei quê”, ou bebeu tantos litros de “não sei que? Talvez seja por causa dessas divulgações (de idiotices), que muitas pessoas se “esmeram” em fazer algo “inusitado”, tentado aparecer para o mundo.

E a mídia como sempre, procurando alienar cada vez mais os “incautos”, envia “jornalistas” para ficarem entrevistando as “celebridades” momentâneas, sobre o ato “heróico”. Aí os outros idiotas vão procurar fazer uma idiotice maior, afim de aparecerem na telinha. Falar de fanatismo, em se tratando de religião e de clube de futebol, é muita coisa para uma crônica só. As pessoas ficam cegas. Ai de quem tentar mostrar alguma coisa errada que está acontecendo com a religião, ou com o clube “de coração” do cego... Ele vira uma fera, e ataca com unhas e dentes. Como dizem que o fanatismo cega, tudo isso tem razão de ser.

A.J. Cardiais