Arrisque... Permita-se!

04 de Dezembro de 2011 T.Brum Crônicas 1162

As coisas aconteceram do nada de uma conversa ao léu onde não se poderia esperar nada, e era o que eu realmente esperava que não passasse daquilo, mas nos permitimos a estender essa conversa pra outra e outra até que se tornou extremamente revigorante ouvir sua voz logo pela manhã, e achar lindo você ser o último a me dar uma boa noite, talvez seja esse tal de “fogo de palha” que costumam dizer por aí, que seja na verdade é que estou tentada a embarcar nessa pra ver até onde vai. Pode ser mais um alarme falso de frio na barriga, pode ser mais uma armadilha ou furada. Quem pode saber? Se soubéssemos não nos enfiaríamos em burradas todos os instantes no decorrer da vida. Como vou saber? Só indo não é mesmo? Então irei, arriscarei como sempre fiz. Muitas vezes me arrebentei, mas levantei pronta pra outra e é disso que estou falando de se permitir, de arriscar. Não sou da persona que vivo pra agradar a ninguém, não mudo por ninguém, não vou fazer ou ficar em uma situação só por conveniência, isso não me atrai. Viajo na maionese sim, já está bem claro que sou emoção, não sigo a razão, o racional não se liberta, não vive da maneira que deseja e sim o que lhe traz benefícios. Eu não sou dessa tese. Quero mais é viver, tentar ser feliz e se for pra ficar batendo a cabeça por aí que seja. Tenho asas e as minhas são grandes e espaçosas, tentam cortá-las, mas elas crescem cada vez mais resistentes e não vou nem de longe tentar amarrá-las. Quero voar descobrir novos horizontes, a que lugar eu pertenço. Sei que magoarei pessoas, por favor, não me levem a mal não quero ferir ninguém, ser motivo de tristeza pra ninguém, mas a minha vida é muito mais importante do que lágrimas que escorrerão por um ou dois dias, talvez nem escorram. Já sofri as piores decepções, piores desamores, a indiferença e olha que as lágrimas não duraram só alguns dias e sim anos, então posso garantir não mata. Tudo passa tudo um dia passa! Finalizo aqui informando que, a partir deste momento estou me permitindo e vou arriscar ser feliz. Coisa que eu já tinha desistido há tempos, mas não sei por cargas d’água ganhei uma esperança extra não de que dessa vez vai dar certo, mas sim de continuar tentando porque descobri que ainda sou capaz de sentir e quem sabe amar de novo.

T.Brum

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