Adoro reuniões em família.Adoro as festas de aniversário, natal, dia das mães, pais, páscoa, todas.
Churrasco, correria das crianças, cerveja quente, chão escorregadio.
Cd do Zeca Pagodinho até furar, fofocas, novo(a) namorado(a) dos primos, primas, vó(porque não?)
Cachorro latindo, mais cerveja quente chegando, papo sobre filmes, futebol, música, política, mulher (ops), vizinho fila bóia chegando, vizinha gostosa na calçada.
Falar mal do chefe, do time, do Lula, da mulher, do marido, do amante, do tempo, do carro, dos filhos.
Falar bem do rango, do time, da mulher, do Lula, menos do chefe.Aí é dose.
Ah, mas o melhor, o clímax, são as brigas.
Não só as das crianças, que não tem graça nenhuma.Primo socando primo, irmão socando irmã é normalíssimo.
Refiro-me às brigas dos marmanjos, com os clássicos embates “marido x mulher”, “primo 35 x primo 26”, “tia x mãe”, “prima x namorado”, “tio x vizinho”, etc.Soberbo.
O álcool sobe, o bicho pega, o pau come, a casa cai, a sujeira fica.
Chega em casa, toma um café, uma aspirina, um banho, comenta com a esposa, ela diz que foi “o mico do ano”, balança a cabeça, dá tchau pros filhos, olha na folhinha grudada na geladeira e diz:
_Benhê, a próxima festinha é o aniv... da tia Rosa.
_Oba – diz ela – Mais uma festinha!
Pan!