FELICIDADE

18 de Junho de 2011 Silvana Maria Moreli Crônicas 984

Penso que a felicidade seja algo abstrato demais, incompreensível, talvez. Algo que não se vê, algo que não podemos tocar, inodoro e insípido como a água, mas esta se pode beber, matar a sede... e a felicidade, ora, do que estou falando? Ela também mata a sede, não do corpo, da alma! Penso que a felicidade seja como a água numa metáfora bem simplória. Se assim o fosse poderíamos justificar o fato de, assim como a água, ser impossível prender a felicidade nas mãos, assim como a água, ela escorreria por entre os dedos.
Penso que seja impossível mensurar a felicidade e, em termos de medidas, não seria possível comparar o tamanho da minha felicidade com a do meu vizinho, do meu colega de trabalho ou de qualquer pessoa do meu convívio. Haveria, por certo um aparelho para medir a felicidade? Uma balança de precisão que pudesse pesá-la? Como quantificar a felicidade? Ah! que bom seria se pudéssemos chegar a um supermercado, a uma padaria, uma loja de conveniência e pedir a um balconista ou um atentedente: "Me vê quinhentos gramas de felicidade, por gentileza! Bem pesado, ouviu? Quanto eu pago?"
Que cor teria a felicidade? Seria branca? Talvez, quando esta estivesse ligada a um outro sentimento, um sentimento vinculado à paz, à tranquilidade, à serenidade... Assistindo aos noticiários na T.V., imagino qual o conceito que aquelas pessoas que estão sendo dizimadas bruscamente em Israel, na Faixa de Gaza, têm sobre a felicidade. Lá a felicidade deve ter dado uma saidinha e as pessoas a aguardam, ansiosas e, esperam que venha, de preferência, vestida de branco e rápido...
Às vezes penso que o oposto da felicidade é a frustração... A vida é feita de momentos bons e momentos ruins: os bons são felizes, os ruins, frustrantes, logo...
Busco, sem descanso, a felicidade... Espero encontrá-la sempre, em sua forma mais plena, hoje, amanhã... Não quero apenas resquícios de felicidade, não quero nada pela metade, morno... Hoje me sinto frustrada. Havia um objetivo e eu não consegui alcançá-lo. Era muito importante para mim e eu não fui feliz no meu intento... Quis desistir, mas algo dentro de mim diz que não devo, que devo persistir e, se me frustrar de novo, devo, ainda assim, continuar. Alguém disse um dia que "ninguém vence a caminhada sem dar o primeiro passo" e, depois que a caminhada foi iniciada, voltar atrás, retroceder é atrasar o ritmo da vida, é não arriscar, é ter medo, é não querer ousar... E essa não sou eu, definitivamente, não sou eu. Eu quero mais, eu posso mais... Estou em busca da felicidade, da minha felicidade!


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