O FUTURO ANO DO RESTO DE NOSSAS VIDAS

10 de Março de 2012 wagner silveira Crônicas 688

Ela não quis apressar os acontecimentos.Simplesmente acordou e fez aquilo que sua consciência havia muito tempo lhe mandava fazer.Pegou suas coisas e vazou.
Ao chegar na rua, teve o ímpeto de parar e voltar, mas balançou a cabeça e continuou.Em uma das casas, a melodia de um antigo Frank Sinatra ondulava as frequências por onde ela ia passando."Música de velho", pensou ela, mas depois comntinuou a assoviá-la innconscientemente.
Parou na padoca e em vez do suco de laranja de sempre, mandou um Steinheger pra dentro.O português não botou uma fé, mas ela também nem ligou.Pagou e atravessou a rua para ir do lado mais ensolarado.Caminhava rindo, intrigando os pedestres mas nem aí.
Acendeu um cigarro, já fazia tempo que não fumava, mas pensou "que se dane", hoje não tinha freios nem travas morais.Só queria andar até onde o corpo aguentasse, seu coração batesse, sua vida valesse.
Olhou no relógio e logo em seguida o arrancou e arremessou no meio da rua.Sorriu voluptuosamente para um rapaz que vinha no sentido contrário.Ele retribuiu.Ela o xingou.
Continuou andando até que fez sinal para um ônibus que vinha não sei de onde e ia para não sei o que.Entrou, passou pela roleta e sentou com a cabeça colada no vidro.Não pensou em mais nada.Adormeceu entre os solavancos do busão, sem chamar a atenção de ninguém, uma simples anônima no meio da multidão.
Alguém comentou sobre a tempestade solar que estava chegando, mesmo sem saber muito bem que raios era isso.Talvez fosse o sol e suas tretas que a haviam feito sair de casa sem rumo e sem destino.
Mas isso sou eu que estou dizendo, porque ela já ia longe no sono e o busão já ia longe na vida.


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