A LIÇÃO DE UMA ÁRVORE SOLITÁRIA
este texto foi escrito em maio de 2007, no dia do meu aniversário, inicialmente veio de uma reflexão, sentado em baixo de uma árvore:

Isto não se vê todo Dia.
Sentado à sobra de uma árvore, a beira do caminho, caiu a ficha.
Aquela era a única árvore num raio de muito kilometros, só, magestosa, me dando descanso e sombra.
Por alí circulava carbonos mil, poluição não só do ar, mas solidão de verdes, poluição de poeira.
Poeira do asfalto, preta, poeira da terra vermelha, poeira da saudade de outras irmãs em outras eras recentes.
Mas estava ela lá, magestosa e me dando sombra, o local era sertão árido, desértico do Nordeste Alagoano.
Mesmo só, ortogava sombra e descanso, aspirava carbono, diluía poluição, fazia sua parte e era generosa.
Assim pela internet, encontrei muitas árvores plantadas em solos duros e ambiente hostil.
Essas árvores continuavam dando o ombro, a sombra e descanso.
Estas árvores continuam a distribuir bondade, carinho, generosidade.
Fiz uma floresta de amigos, e hoje, no meu 'NIVER' como chamam aquí.
Me coloco ao lados destas árvores, não só para contribuir generosamente,
mas para junto delas, aprender como nascido e ambientado num solo tão ingrato como se vê nossa Pátria hoje,
Pode-se continuar, sonhando e embalando sonhos, chorando e enxugando lágrimas de outrem.
Pode-se continuar dando frutos saborosos tirado de uma terra vermelha, com um céu vermelho.
Como posso aprender com estas árvores que neste Céu Vermelho em que se avista uma estrela solitária entre nuvens de poluição corrupta,
que se pode amar, amar e amar sublime e puramente, nós mesmos, nossos parentes e ainda fazer e amar ASSIM nossos novos e antigos amigos?
Obrigado AMIGOS/ÁRVORES, devolvo a ficha.Torquato
Publicado no Recanto das Letras em 20/08/2007
Código do texto: T615844