O futuro é um assunto que rende. Desde sempre se especula sobre ele, sobre esse substantivo, ora adjetivo ou advérbio de tempo, tempo indomável.

Provavelmente um dia ainda vamos falar algo como “nossa, antigamente a gente usava avião pra viajar. Ficava horas no ar pra chegar a outro país. Os tempos mudam mesmo...”. Avião como artigo obsoleto. Teletransporte? Uma completa transformação da matéria. É o caminho.

Caminho cujo fim é adornado pela beleza do incerto. Esse é o mote do futuro. Completa incerteza, que varia de milésimos a anos-luz.

O passado serve apenas como contemplação do que já se atingiu, do que foi bem sucedido, do que falhou. O presente é agora. É aquela coisa presa entre o piscar de olhos do passado e o sopro do futuro.

Além de prospecções tecnológicas, mudanças comportamentais na humanidade também instigam. Hoje (ultimamente), parecemos seres mais rápidos em raciocínio. Memes nos fazem querer adivinhar a piada antes do fim. Conexões múltiplas e constantes nos condicionam a sermos mais atentos. Época da velocidade, na qual, segundo Chaplin, nos sentimos enclausurados. O que diria ele se tivesse um smartphone...

Filósofos, poetas, cientistas. Todos com suas perguntas e abordagens sobre o futuro. Todos nós.

É um assunto que rende.