Certo dia, um jovem decidiu ir morar sozinho numa terra muito além das núvens de algodão.
Seus medos e anseios foram fortes, e tudo que ele acreditava ser certo, realmente era.
Sua voz era doce somente ao seu próprio instinto. Todos os outros faziam parte de uma grande sociedade muda.
Ao chegar nesta terra logo procurou por um lugar que lhe fosse aconchegante. Andou por várias horas, mas o silêncio continuava a ser sua melhor companhia. Então ele se deitou.

- Quantas vezes eu busquei este silêncio? Em toda minha vida nada que fosse apetitoso aos outros era realmente interessante. - Pensou ele.

Mas o jovem não sabia realmente porque estava ali. Alguns diziam que procurava pela verdade. Mas para ele, eram apenas os outros.

Numa hora, ao entardecer, o jovem desceu em direção ao rio. Tudo parecia normal, como sempre. Após 3 meses neste lugar, nada mudava com frequência. Foi quando ele percebeu que quando fugimos, somos nosso próprio reflexo esquecido. Somos metade do todo, somos pensamentos sem curiosidade. Então ele sorriu, e voltou à sua casa.