Não sei precisar quantas vezes eu quase morri antes de escrever esse texto, com um peso no peito, escrevo de modo descompassado, com os pés gelados, sinto a pulsação até na ponta do nariz.
O suor nas mãos, e rosto, faz meus dedos deslizarem e mancharem o teclado, a vontade é deixar de lado, mas fico trêmulo só de pensar, em não terminar e não dizer o que ninguém diz.
Amanhã eu tenho aula, hoje eu não irei, e só de pensar nisso eu fico impaciente, e aí lembro da minha OAB, que dia eu receberei? Mas logo eu fico tristonho, e circunspecto, tenho ainda que cursar o décimo, mas como eu não sei.
Tenho vivido muito e dormido pouco, e a minha ânsia de não tentar ficar louco, em qualquer outro sentimento não encontra raiz. Consegui levantar, mas sem animo, tenho pensado nesses e nos próximos anos, e lamento por todos que perdi.
Ao fundo, ouço o coro de quem não conhece a realidade, reage é a trilha sonora, mas contra quem ou quê, por favor alguém me diz? Tenho em mim todos os sonhos e planos do mundo, penso em tudo e não resta nada, é como se depois dessa enorme escalada, tudo perdera o sentido e não estou nem um pouco feliz.
E estando deitado, minha única vontade é de que eternamente aqui eu possa ficar, e que não me questionem nada, pois a minha irritabilidade não hesitará em rechaçar, qualquer tentativa de me tirar daqui, de modo que são apenas meus todos esses embates, e que não passa de uma bobagem, de quem escolhe dormir à tarde, por que na noite não se pode existir.

Uil