Tempo de pés na terra, pés na areia, pés no rio, pés no mar.

Tempo de ver o tempo, ver a lua, ver o sol e as estrelas do firmamento. Tempo de esperas, de expectativas, de presentes chegando... Tempo de almoçar o almoço de Natal e tempo de se refestelar pela alegria, deitar à rede, fazer a sesta, sentir os últimos sabores daquele vinho bom, daquele champanhe de festa.

Tempo de parar, olhar a chuva que bate na janela, chuvas de dezembro... chuvas de férias, de alegrias, de promessas. Tempo de viajar para a praia, mergulhar os pés na areia, sentir o marulhar das ondas chegando...

Tempo só de voltar às raízes, sentir o cheiro do mato molhado, dos eucaliptos, de enfiar os pés na terra.
Tempo de correr na chuva, empinar pipa, comer goiaba, balançar-se no balanço de pneu velho.

Tempo de comer costela com mandioca, arroz à grega, feijão tropeiro e também peru à Califórnia.

Tempo de silêncios sacros, de orquídeas na janela, de sorrisos reconfortantes.

Tempo de voltar a ser menina(o), tempo de sorriso brejeiro, de inocências e tempo de dar um tempo. Tempo de uvas à mesa, lombo fumegante, frutas da época. Tempo de panetone, de luzes decorando, de velas acesas.

Tempo de parar. Tempo de olhar a volta e verificar o que fizemos e o que sobrou. Mas principalmente tempo de olhar as pessoas nos olhos, renovar sentimentos, rever atitudes, estreitar os laços.
Tempo, tempo, tempo... Tempo de ser feliz!