Essas últimas semanas foram conturbadas no meio político, sobretudo na saúde. Ontem a Dilma vetou pontos importantes do Ato médico que nada mais era do que a regulamentação da medicina, nada mais justo que dar ao médico e só a ele o poder de diagnosticar e tratar das patologias. Claro que o médico não é autossuficiente e tem a necessidade de encaminhar o paciente a outros profissionais quando houver necessidade, nunca o contrário. O ato médico causou muita confusão porque a ideia que se tem é que ele tira a autonomia de outras profissões como a fisioterapia, por exemplo. Para eles, há uma briga por hierarquia, onde o médico é o senhor soberano da saúde.

Como estudante de Direito e futura advogada não enxerguei briga de classes alguma e muito menos desrespeito, apenas li comparações que poderiam ser feitas com qualquer outra profissão. Sinceramente, acho que todos que estão na Universidade e um dia passaram por ela deveriam entender toda a indignação médica, uma vez que, ao passo que caminha a política brasileira a qualquer momento uma ou outra classe estará sujeita a medidas governamentais como essa que inclui os médicos brasileiros.

O Brasil carece de saúde, carece de justiça, carece de educação o que é diferente dizer que carece somente de médicos, somente de juízes, advogados e promotores como também somente de professores. O SUS não envolve só os médicos assim como Judiciário não envolve só advogados. Quando a desesperada Presidente soltou em um pronunciamento a convocação de uma Constituinte a OAB caiu em cima, ex- ministros do STF se manifestaram contra e a medida foi deixada de lado por parte da Presidente, o que poderia não ter ocorrido se estes ficassem calados.

Assim como a inconsequente Dilma Rousseff convocou uma Constituinte ela pronunciou a vinda de médicos e estrangeiros e a criação do novo programa que OBRIGA os acadêmicos de medicina a trabalhar para o governo sem ao menos demonstrar nenhum plano concreto de investimento na área da saúde. Alguma reunião com o Presidente CFM foi feita? A classe médica foi ouvida?

O que resta é a indignação nas redes sociais, protestos e notas. Sim, vão todos agora trabalhar para o povo o mesmo povo que é roubado pelo governo incompetente que quer impor medidas que visam não a melhoria da saúde básica como parece ser, mas sim as próximas eleições, típico do PT !

Que poder a Presidente tem de interferir em instituições privadas com suas imposições descabidas? Sem debates e discussões com os maiores interessados? Que vergonha eu tenho de ser brasileira nessas horas. Não, os médicos não são contra estrangeiros e não pensam só em dinheiro,até porque aturar seis anos de faculdade e a residência deve ser difícil a quem é tão interesseiro assim.

Os médicos estão lutando por decência dentro de sua profissão, estão lutando por profissionais qualificados e não militantes do MST que foram enviados a Cuba e voltarão para o interior do Brasil para implantar essa política suja. Por fim, como cidadã brasileira apoio e elogio muito essa luta da classe médica, infelizmente o problema não é saúde, é político e é muito sério.

Vamos abrir os olhos, Brasil, você ainda não acordou.


http://diversidadeconvergente.wordpress.com/2013/07/12/saude-x-politica/