O Universo em Mim

05 de Setembro de 2013 Elias Lima Crônicas 1065

Estes dias, por sorte ou consideração alheia, tenho sido presenteado por momentos muito intrapessoais, o que antes acontecia somente através da dor e do sofrimento. É algo infinitamente profundo, como voar no Universo cheio de estrelas brilhando para você, para você abraçá-las e ser livre. E não é melancolia, não mais.

Sinto uma de minhas consciências desbravando esse universo que é meu, ou que foi-me emprestado pelo Grande Universo. E essa consciência que está penetrando nesse universo cheio de estrelas se encontram com minhas outras consciências, se fundindo e nessa fusão: eu me encontro mais uma vez, alegre.

Acredito que cada ser humano carrega um pedaço do Grande Universo, mas ainda não têm consciência disso. E isso é uma responsabilidade muito grande. Somos responsáveis pelo Planeta que habitamos, pois as energias que exigimos do Grande Universo nos vem, não só para construir mas para destruir também. É preciso ter cuidado com os próprios pensamentos, neles há uma força intensa capaz de mover o Grande Universo para o nosso bem e para o nosso mal.

E temos várias consciências, como somos várias pessoas num só corpo. Nesses encontros de uma consciência com as outras, eu fico parado. Só deixo-as se comunicarem, debatendo ou brigando entre si, e assim, elas acabam se entendendo. São vários universos se entendendo dentro de mim.
Através dessa conexão eu me surpreendo. Vejo o meu caminho mais livre. Vejo a estrada da vida sem muito espinhos e os poucos que vejo, me espetam mas não dói mais como antes. Sou forte o bastante para enfrentar essa estrutura de mundo que só quer a nossa tristeza. Mas eu estou forte e o Grande Universo está comigo. Eu não sou mais só. Tenho força além desse corpo. Eu tenho o cosmo comigo e não tenho mais medo. Não choro como criança assustada num canto. Choro como homem que fraco, às vezes perdido em sua existência sente toda a dor do mundo e esvai-se.

Mas retorno, mais humano, mais forte e decidido. Esse é o meu mundo e ninguém pode destruí-lo, ninguém. O cansaço sempre vem, angustia não descansa, me dói e sangra o peito. Mas não posso desistir. Porque tenho o Universo em mim e ele me dá a força que eu preciso para existir e transpor tudo que sinto e que quero. Dói existir, mas esse é o preço de quem sonha e espera. Esse é o preço de quem se humaniza em meio às pessoas-robôs, em meio à fábrica que se tornou este mundo. Um dia eu não estarei mais aqui e descansarei na minha plenitude tão almejada e esperada. Um dia serei completamente feliz.

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