Desapeguei-me dos bons modos, das frases soltas, das tuas vontades. Hoje estou um pouco mais cristão. Olhei o mundo e vi tanta coisa errada. mas nunca havia voltado minha atenção ao espelho. Eu acredito que sou perfeito a tudo que convém ou possa ter valor. Hoje evito uma certa palavra. o mais próximo que arrisco de algo similar é o composto “bem querer”.
Em uma dessas noites você me veio em sonho. Não me disse uma só palavra. ficava me olhando como se tudo estivesse fora de foco. E eu ali sentando admirando a tua beleza. Mesmo com o julgamento em teus olhos. Eu me fazia indiferente te dei centenas de universos. Criei mundos com o teu nome. Escrevi nas estrelas todas as tuas vontades.

De olhos abertos me fiz firme e guardei o Maximo que eu poderia levar daquela noite. Escrevi em versos, contos e códigos. Transformei um ponto de vista em uma imagem. Capturei a essência da intimidade nas linhas de definição. Apaguei, rasguei. Joguei fora! não fazia jus a todos os momentos.
Escutei a cantiga de amigo amante. Proferi as letras da conjuração mais intensa. Mantras Vudus e badulaques. Ouvi aquela moça Regina a cantar. Tinha uva, vinhos, som e o imenso mar. Cai naquele vicio que explode na altura da nuca acompanhada daquelas curvas vertiginosas que caem diretamente no paraíso vivi o perfeito pecado.
Sai daquele mundo. Procurei vida no lado de fora encontrei novas cores, componentes, outras peças. Mas nada servia como encanto. Não bastava o olhar do joalheiro ou esperar do outro lado do mar.
Eu gritei e o oceano se fechou. Ele era só meu e daquele ponto a água teria que limpar a minha alma a qualquer custo. Por que ali já não tinha mais vida. Mas a esperança me tirou do fundo do mar. Com uma vontade louca de me fazer viver. Ela percebeu que eu já não tinha pulso e que não respirava. Massageou meu ego e meu coração. Me fez respiração! “boca-a-boca” voltei com a vontade, sede e coragem. sim voltei. Surpresa né?!
Fiquei como a receita dizia “ficar ausente por três meses”. Não fiz questão de acender a luz. Sabia que precisava da cura. Consegui caminhar. as pernas não mais sofriam. Sai, fui para o mundo. Tenho um trono e um castelo, louro e hortelã, Alice e alicate. O primeiro céu e a vontade e mesmo assim depois de tudo. Não consigo te esquecer.