O celular tocou, era ela. Fui correndo para o meu quarto,
fechei a porta, e, enfim, pudemos estar juntos.



Falar com ela era como estar em um mundo onde só existíamos
nós dois. E, neste mundo, recomeçamos a viver.



Pensamos numa casinha simples, numa cidade mais ou menos
movimentada. Trabalhar de garçonete e numa lan house foi o que imaginamos, não era muito, mas o suficiente.



Fazer faculdade enquanto isso, talvez veterinária e
psicólogo, quem sabe?



Num futuro mais distante, ter dois filhos, um casal seria
perfeito.



Envelheceríamos juntos e felizes...



Mas então vemos que temos que desligar, já se passou horas,
e temos que voltar para o mundo real.



Ver toda uma realidade virar apenas uma memória não
vivida... Não é fácil. Mas vale a pena namorar ela, mesmo com a distância entre
nós dois...