Cinco amigos, todos de férias e sem nada para fazer. E um
com uma ideia genial: ir para a casa de férias da família, que a muito não era
visitada, num bosque no fim do mundo.



Eles tinham personalidades tão complexas e bem estruturadas,
como pessoas adultas o são, que poderiam ser descritos em uma palavra: O Líder,
a Cética, o Babaca, a Gostosa e o Medroso (que era o mais sensato).



O que eles não sabiam era que a casa fora feita em cima de
um antigo cemitério indígena, já foi morada de uma bruxa, tinha um depósito de
zumbis ali perto, havia pássaros sem nenhum senso de direção que cismavam em colidir
com a janela da casa, também tinha alguns demônios e morcegos suspeitos, além
de ser noite de lua cheia. E, é claro, os celulares ficam sem sinal naquela
região.



Mesmo com avisos prévios de que ali não era um bom lugar,
eles insistiram em continuar ali.



Já era noite quando tudo começou, um desaparecimento no
inicio (do Babaca), e o comando do Líder de se separarem para encontrar o
desaparecido. Encontrado foi, porém tarde demais. Foi aí que perceberam que o
celular não tinha sinal, para poderem ligar para a polícia.



Para o carro então, mas ele não funcionava. Sabotagem?
Talvez, isto não importava agora. E, ao invés de fugirem correndo daquele
lugar, decidiram ficar dentro da casa, pois parecia mais seguro.



Essa não! O Medroso foi possuído, e não tinham um guia de
bolso de exorcismo. O jeito era ficar fugindo, até alguém ter coragem de matar
o pobre coitado. O Líder fez esse favor, mas agora a Gostosa era um zumbi.



A Cética (que já não era mais) fez o favor de matá-la, não gostava
mesmo daquela piriguete que dava em cima do Líder.



Então, os dois sobreviventes percebem que já era de manha e,
como todo mundo sabe, coisas ruins não acontecem durante o dia. Eles vão embora
daquele lugar e nunca contam para ninguém o ocorrido, afinal, quem iria
acreditar?



Mais uma história do cotidiano do terror atual, ou apenas desinteresse
do narrador em apresentar os fatos mais bem elaborados.