Mulheres querem respeito ou grana?

27 de Julho de 2011 Ullisses Salles Crônicas 1330

Se tem uma coisa que eu não consigo ser é hipócrita. Tenho mania de dizer o que penso doa a quem doer. Para ser sincero não sei se isso é motivo de orgulho, pois na sociedade de hoje ninguém gosta de ouvir a verdade. Muitos diriam que é burrice, pois para conseguir algo na vida é preciso ceder a determinados jogos de interesses; de todo modo esse é outro tema, portanto lá vou eu de novo dizer o que penso sem maquiagem e sem entrelinhas.

Dentre as coisas que eu não suporto no comportamento humano a hipocrisia dos homens machistas é uma das mais difíceis de engolir. Eles querem controlar o que suas parceiras vestem, pensam e fazem. Mas olham para a bunda da vizinha e fazem comentários muitas vezes grosseiros, como se isso fosse uma prova de virilidade. Francamente odeio hipocrisia e falsidade. Tem muito homem por aí que deseja que toda mulher seja safada, menos a dele... Mas como debater tal paradoxo com os homens?

Na sociedade sexista em que vivemos a mulher se tornou objeto a ser comprado, bebido, consumido, vestido e despido de acordo com as exigências e o poder aquisitivo de cada cliente. Para alguns isso pode parecer moderno, pode ser o reflexo da liberdade alcançada pela mulher hodierna. Na minha visão não é nada mais do que a nova forma de discriminação do sexo feminino. O sexismo.

Se nos séculos passados as mulheres não podiam votar, não tinham direito de livre pensamento, de ir e vir, hoje ela tem tudo isso, mas é apenas reconhecida quando cede às tendências da sociedade e se vende como um objeto. O contraste é grande; ainda temos os países fundamentalistas nos quais elas não podem nem dirigir e são obrigadas a vestirem tendas de circo no lugar de roupas. São oprimidas por homens primitivos e violentos incapazes de enxergar nelas um outro ser humano. Por outro lado temos os países ocidentais onde elas são avaliadas pelo tamanho da bunda e dos peitos dependendo da nação em que vivem, mas onde aparentemente desfrutam de uma pseudo liberdade.

De todo modo não estou aqui para debater nem os fundamentalistas primitivos nem os sexistas liberais. Estou aqui para trazer à tona o comportamento da própria mulher diante disso tudo. Afinal de contas não adianta eu atacar esse ou aquele grupo e ao mesmo tempo ignorar o que a boa parte das mulheres pensam. Posso até estar enganado, mas a minha observação da sociedade em que vivo mostra infelizmente que a mulher se deu por vencida e não mais quer lutar pelos seus direitos. A mulher de hoje quer apenas tirar proveito dessa situação mostrando justamente aquilo que a sociedade sexista quer; o seu corpo.

Isso é lamentável, porque a meu ver a mulher é mais sensível que o homem, é mais madura, é mais honesta, é mais dedicada, mais fiel... Enfim. Mas esses valores já não são mais vistos como fundamentais em uma mulher. Não são poucas as piadas e histórias em que se diz que ninguém quer saber o que uma mulher pensa, mas sim ver o tamanho do seu rabo. É como aquela famosa piada do homem que tem três namoradas e se decide casar com uma delas. Ele doa 1000 Reais para cada uma e diz à elas que façam o que quiser. No fim da história ele pouco se importa com que o fizeram e casa-se com a que tem a bunda maior.

Os programas de TV fazem o mesmo, têm mulheres esculturais que nem sabem falar português direito, mas que são tratadas como verdadeiras celebridades. As músicas exaltam apenas a bunda e o sexo barato, vulgar e animalesco onde elas são apenas um objeto a serem usados e descartados, depois que uma nova bunda aparecer e tomar o seu lugar.

Mas e as mulheres o que fazem diante disso? Nada. Elas correm para mesas cirúrgicas, e enchem os peitos de silicone, aumentam bunda, deixam a barriga masculinizada e depois vão para a avenida sambar e mostrar seu corpo escultural como se fossem carne no açougue.

Desfilam praticamente nuas esperando apenas um contrato com a revista masculina ou quem sabe arrumar um namorado rico; um empresário ou um político como tem sido moda nos últimos tempos. Esse último aspecto é o que tem se tornado mais humilhante para as mulheres. Muitas delas fazem do casamento uma verdadeira profissão, casando-se com homens feios e pouco instruídos apenas pelo seu dinheiro, quando está estampado na cara delas que jamais olhariam para esses feios endinheirados se os mesmos fossem apenas feios.

Casam-se com homens muito mais velhos, na esperança de que esses morram logo deixando suas fortunas para elas, contrariando a família do falecido e brigando por cada centavo da fortuna que não ajudou a construir. Temos também aquelas que casam ou engravidam de celebridades, garantindo assim uma gorda pensão pelo resto das suas fúteis vidas; pôr filho no mundo virou uma verdadeira fábrica de fazer dinheiro; são Rolling Stones, jogadores de futebol, atores...

As que não têm essa sorte, resta colocar micro biquíni e ir para praia, esperando que o próximo gringo passe e escolha a bunda da vez para levar consigo de volta num vôo charter à Itália, Suíça, Alemanha, Espanha, Portugal... Depois os brasileiros se lamentam da fama do Brasil no exterior. Mulher pelada, carnaval e futebol.

Mas o pior está por vir. Sabe o que dizem as próprias brasileiras residentes na Europa? Que se quisessem casar com brasileiro pobre ficariam no Brasil, se estão na Europa é para casar com gringo rico. Sei que muita gente ao ler essas palavras irão desesperadamente negar o óbvio, como fazem diante de qualquer afirmação que possa constrangê-las. Mas a verdade é que basta freqüentar alguma roda de brasileiros comuns, como nos bares, restaurantes, salões de beleza entre outros, para se ouvir alto e claro esse tipo de comentário; negue as evidências quem quiser. Eu apenas relato o que ouço e o que vejo, sem tirar nem pôr.

As que não arrumaram ainda um marido rico são motivo de chacota entre as outras. E as que já estão casadas são instigadas a engravidarem o quanto antes por suas compatriotas, pois um filho é o melhor modo de garantir sua estadia e pensão no país em que vivem.

Como vemos, seja no Brasil ou no exterior, a mulher está mesmo se vendendo e perpetuando sua posição inferior ao homem, já que não fazem absolutamente nada para conquistar seus objetivos. Sua acensão social começa e termina na cama. Não estudam, nem se formam, nem aprendem nada. Se limitam a sugar dinheiro dos seus maridos ricos e quando se separam ainda querem metade de tudo o que ele havia conquistado com seu trabalho alimentando a já notória indústria do divórcio. Assim como o casamento e os filhos, o divórcio também é um modo para enriquecer. Há mulheres que depois de poucos meses casadas têm a cara de pau de “exigir o que é seu”.

Eu me pergunto; “como se sentem as mulheres que querem conquistar seu espaço com estudo e trabalho?”. Tenho uma prima que se formou em Biologia, faz parte de um projeto de recuperação de um importante rio brasileiro. Mesmo que trabalhe por cem anos, ela nunca acumulará a fortuna das bundudas, popozudas, melancias, funkeiras, piriguetes, atrizes, e outras celebridades bundais do Brasil e do mundo que em nada contribuem para a sociedade ou para a causa das mulheres.

A pergunta que não se cala. De que serve conhecimento quando se tem a bunda para fazer dinheiro? Não tenho nada contra as belas bundas, mas acho que as mulheres mereciam um pouco mais de respeito. Entretanto se elas mesmas se venderem como objeto, nunca alcançarão de fato a igualdade de tratamento tão almejada durante séculos.

Para minha sorte, ainda existem mulheres bonitas e inteligentes que não precisam apelar para a bunda. Mulheres lindas e inteligentes não se desesperem, ainda há homens que gostam de conteúdo.

Beijos à todas as mulheres de conteúdo do Brasil e do mundo.

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