Ego

09 de Dezembro de 2013 And P. Crônicas 482

  Eu passei horas frente a essa
pagina em branco pensando em palavras fáceis, tentando colocar em monossílabas
os meus sentimentos. Tentando fazer dessas fúteis e insignificantes sensações
poesia, mas palavras de longe foram suficientes. Lágrimas caíram e foram se evaporando
no calor da minha ansiedade, que não foi pouca. 
Mas todas essas horas se foram em vão.


  Em
meu reflexo vi apenas um olhar vazio de um sorriso sem vida. Tentei acreditar
em mim mesma por um segundo, mas nem mesmo ouvir minha voz me confortou. A
muito havia deixado de ser quem eu intitulava. Lidar com essa personalidade que
eu mesma havia criado me roubou noites de sono, me trouxe arrependimentos e
medos excêntricos. 


  Como
dissertar que em meu cubículo jaz duas almas que se unem em apenas uma
existência, em explicações confusas me perco... Estou em um início sem
finidade. 


  Gostaria
de um pouco de compaixão, de uma ajuda monótona ou até mesmo voltar ao normal,
aquele normal que encontramos a cada passo que damos na rua... Mas não, não me
completo em uma existência insignificante, do contrario não me preencheria com
duas. É tão raro e tão difícil não ser apenas mais um.


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