Açaí

10 de Dezembro de 2013 And P. Crônicas 839

Entre meus gostos particulares açaí sempre fora de longe
algo que escolheria para me refrescar num final de tarde, independente de
quanto insistissem. Mas seguindo as normas de vida de uma mera plebeia que sou,
o tomei obedecendo a ordem de estar apaixonada.



O gosto que sempre me fora amargo tornou-se doce, doce assim
como o sorriso que corria pelo canto de sua boca, assim como aquele momento que
desejei que durasse séculos.



Mas assim que o açaí acabou sem mais nem menos, sem uma
pausa gostosa como essas que as vírgulas nos proporcionam numa boa leitura, a
tarde também acabou, se foi num piscar de olhos.



O açaí voltou a ser amargo, assim como os dias e as tardes,
assim como eu e meu sorriso que foi roubado.




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