Bastaria cerrar os olhos para voltar no tempo das histórias que os livros nos contavam nos tempos escolares; que hoje os meios midiáticos tantas vezes fingem contar, rasurando e deixando as entrelinhas empoeiradas.

Bastaria eu desligar a TV e colocar em ordem os afazeres do final de semana que deixei ali expostos, no quarto, até que a musiquinha do Fantástico começasse a eclodir pela sala: a síndrome da segunda, quando a rotina começa outra e outra vez.

É que sempre me desesperei com as segundas, como com os inícios de ano pós-carnaval e os domingos com berros intermináveis. Com o tempo tudo fica mais ameno, ou mais cômodo eu diria. Agora, a gente tem menos tempo para errar; agora a gente pensa mais antes de falar (ou pelo menos aprende que assim deve ser).

Aqueles jovens de ontem, uma geração que, em sua maioria, entendia minimamente sobre o ser político, eis que agora desperta para além das segundas esperançosas das sextas nada sóbrias. Eis que foi dado o alarme, e que este não se inquiete apenas diante das telinhas dos pcs, tablets e afins: que não sejam simplesmente imagens que causem choque, revolta e a necessidade de salientar apenas a falta de alienação, mas que se faça jus o ato de conquistar o direito maior, sem ferir princípios humanos.

E que, mesmo tarde, não se esgote o desejo de mudar, que se desperte a necessidade da inquietação sincera, tênue, mesmo nada bela.

Termino aqui os escritos, interrompidos pelo fim da inspiração para o dia de hoje. Preciso colocar tudo em ordem aqui, começando por mim, já passamos das vinte e três e cinquenta e cinco.  

Também aqui: http://www.meunitro.com/2013/06/como-ela-e-ria.html