Paixão Platônica

11 de Janeiro de 2014 Eli Crônicas 1262

Comuns na adolescência, as paixões platônicas devem despertar atenção na fase adulta

Sabe aquela paixão platônica que te faz fazer loucuras, que te tira o sono e o apetite... Quem nunca passou por uma paixão dessa, principalmente quando essa paixão platônica é por um certo professor de matemática... 

Essa paixão tem nome e sobrenome, Ali Assi. Ele é lindo, fofo, inteligente, espontâneo... Às vezes, chato... Tem uma boquinha vermelhinha que mais parece uma romã e quando ele me olha, sinto-me nua por dentro... Meu coração dispara, meu corpo em chama... Os olhos sexy, o seu sorriso misterioso e ao mesmo tempo inocente, sua voz um tanto rouca... Tudo nele é fascinante! É uma tentação na sala de aula.

Não sei o que devo fazer. Mato essa paixão ou me declaro? Eis a questão... Oh, dúvida cruel! Entre uma pilha de livros para estudar e um amor não correspondido. Se pelo menos ele soubesse do meu amor por ele. Se pelo menos conseguisse ver em meus olhos o que sinto por ele. Se ao menos eu tivesse coragem de me declarar, não estaria sofrendo com essa dúvida, nem tanto pouco escrevendo aqui sobre meus sentimentos recolhidos pelo tempo. Dizem que o tempo pode trazer o amor e levar o sofrimento, será que o tempo pode ter resposta para minha dúvida?

Sempre achei anti-ético se envolver com professor, mas o meu pensamento se virou contra mim. Atração que sinto por ele, me deixou enlouquecida desde o momento que o vi no Pré-Uni Vestibulares e quando ele me deu um beijo no rosto... Ah, vi estrelas, anjos, infinito... Diria que morri de tanta felicidade. Por um segundo, fiquei vermelha, meu coração batia acelerado, não enxergava mais ninguém a não ser ele... Que pele macia... Que lábios... Parecia um sonho!!

Mas nem tudo é como planejamos. Como dizia, estava comprometida com meus estudos. O tempo não respondeu a minha dúvida. Não me declarei e tão pouco não matei essa paixão que vive dentro de mim, bem guardadinha dentro do meu coração e do meu pensamento. Afinal, o mundo dá muitas voltas. As emoções surgem a cada dia e a cada aurora da vida as doces recordações são renovadas, fazendo com que a nossa vida fique mais doce e perfumada.

Atualmente, não tenho mais contacto com esse professor. Nunca mais nos vimos. E a paixão platônica adormeceu.

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