Degraus - From hell to paradise

19 de Fevereiro de 2014 Claudio A. Broliani Crônicas 680

DEGRAUS - From hell to paradise

Dizem que para o paraíso existe uma escadaria, por certo para o inferno é elevador, quem escolhe o transporte somos nós!

Construímos ao longo da vida diversos castelos, alguns de forma duradoura, puro concreto e solidez, são de fato fortalezas, aqueles que a estrutura se baseia fundamentalmente em nós mesmos, naquilo que podemos controlar, ou seja, tem base nos nossos sentimentos, como os laços familiares, de relação e de amizade que cultivamos de maneira correta, às vezes sofrem alguns abalos, mas por serem verdadeiros, resistem a todas as intempéries que venham a sofrer.

Outros, são mais frágeis, castelos de areia a beira mar, são lindos, cheios de magia, muito bons de serem edificados, normalmente temos companhia para este projeto, vamos modelando ele com facilidade, pois, muitas vezes agimos em um plano de fantasia, onde tudo é possível, onde o céu é azul e o ar é fresco o dia todo, mas a realidade é mais dura que a areia, então, quando nos damos conta o mar vem forte e implacável, e sem piedade, o mar leva.

Mas, ainda existem outros que se definem pelo que representam e não pela matéria da qual são feitos, castelos de sonhos, estes possuem uma amplitude inimagináveis, podem ser frágeis como uma simples ilusão, mas também tão impenetráveis e inabaláveis na medida da força das nossas convicções, pelo fato de serem intangíveis, fatores externos não podem danifica-los ou destroi-los, isto quem permite é apenas o construtor, ou seja, nós mesmos, quem transforma estes sonhos em possibilidades também somos nós, buscando, aprendendo e indo em frente diariamente em direção a eles.

O caminho que nos leva a este castelo de sonhos não será fácil e simples, e sim tortuoso, vão ter pedras, vão ter buracos, vão ter degraus, e serão muitos, parecerão insuperáveis e intransponíveis, mesmo assim, sempre poderemos usar as pedras como um banco para sentarmos e descansarmos quando o caminho se fizer longo e cansativo, os buracos já estão abertos então neles podemos semear algumas flores para que o trajeto se torne alegre e colorido, os degraus, ah os degraus, estes parecerão sem fim, devem ser superados um a um, dia após dia, mas são eles que nos levaram as portas do nosso castelo, e por fim, também ao paraíso.

Cláudio A Broliani

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