Trajetória de uma vida (3ª Parte)

27 de Fevereiro de 2014 Emedelu Crônicas 477

E para surpresa de todos, aquela mocinha era o braço direito da sua mãe.Acordava cedinho preparava o café da manhã para os seus sete irmãos em seguida era a responsável pela cozinha e ao meio dia a mesa com o almoço já estava pronta, ela almoçava e em seguida se preparava para ir á escola. Era metódica e organizada e a noite fazia os seus trabalhos de escola.

No dia seguinte era a mesma rotina, sem faltar um detalhe. Era a primeira a acordar, tomar o seu banho, preparar o café da manhã, em seguida providenciar o almoço, preparar a mesa com 10 pratos, em seguida almoçar, se preparar pra ir à escola e a noite os deveres de casa.

Aos domingos religiosamente ir á missa porque a família era católica e no domingo ela depois do almoço organizava as suas coisas pessoais.

Acredito que durante sete anos que viveu sentada, viveu aprendendo cada detalhe dos passos da sua mãe.

Enquanto achávamos que ela seria uma pessoa marcada pelo sofrimento ela no silencio aprendia como conduzir a vida.

Estudou, fez o magistério, agora não era mais uma adolescente, era adulta e casou com um excelente rapaz de uma das famílias mais importantes da região, e foi morar no sitio. Não sei como ela conseguiu se adaptar a sua nova vida porque nasceu e viveu sempre na cidade.

Naquelas épocas tudo era mais difícil. Não existia no sitio as comodidades das cidades, tipo luz e água.

Mas aquela pequenina era um exemplo de força, coragem e determinação. Embora na cidade onde nasceu não existia ensino superior, isto pra ela não era motivo para parar de estudar.

A vida encaminha as pessoas certas no auxilio das outras. A vida oferece oportunidades a uns para que socorram os outros e analisando bem todos estão envolvidos em um circulo de auxilio de uns para com os outros.

Foi dado a aquele pequenino ser a oportunidade da vida e agora instintivamente passaria a colaborar com o progresso de outros.

E nos arredores do sitio onde foi morar não existiam escolas. As crianças precisavam andar quilômetros e mais quilômetros até a cidade mais próxima para frequentar uma sala de aula.

E foi assim que aquela que aos sete anos não passava de um pedacinho de gente, raquítica, pele e osso, de olhos pretos, grandes e expressivos, olhar de sofrimento e dor entrava para nova fase de trajetória de sua vida.Autor: Maria de Lourdes (Emedelu)

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