A arte de Brincar

25 de Abril de 2014 Paty Viana Crônicas 690

Quando
eu era criança, me chamavam de pateta. Chegavam a apontar na rua: olha o
pateta. Pior que eu parecia mesmo, era comprida pra idade e meio atrapalhada.
Mesmo sendo o pateta um dos principais personagens da Disney, eu odiava o
apelido, até porque, ninguém me chamava de pateta pelo poder, mas porque
naquela época eu tinha uma camiseta desse personagem que eu adorava e usava
muito. Ainda assim, comparado com o apelido de outros colegas de colégio, até
que eu estava no lucro.



No colégio, o apelido arrasa
e destrói como bomba de efeito moral. Vamos combinar: as crianças conseguem ser
malvadas. O que depois o tempo cura, na hora é bravo se superar. Gordinhos,
magros demais, baixinhos, muito altos, tipo eu, de óculos, feinhos, com toda a
boa vontade dessa classificação, é claro porque depois crescem e ficam lindos.
Tudo é motivo para apelido que quanto mais à gente detesta mais pega.



Hoje em dia esses apelidos
chatinhos tem nome: Bullying. Cada vez mais estão deixando de ser brincadeira
para ser uma maneira de atacar o outro. E é aí que temos que nos preocupar,
brincar é saudável, mas fazer brincadeiras visando o mal do próximo não é
bacana. 


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