Não sou um cara avesso à tecnologia. Pelo contrário, uso toda a tecnologia que posso para me divertir, aprender e desbravar o mundo.Mas, uma coisa eu não posso negar, a tecnologia ao ponto que aproxima as pessoas, também tem um perverso efeito reverso. A tecnologia está minando os relacionamentos. Ou pelo menos, fazendo perder a graça e a beleza que tinha antes da onda dos smartphones e programas de mensagem instantânea.Você vai dizer que eles ajudam aos casais que estão distantes um do outro, ou até aqueles que não estão tão distantes assim a matarem a saudade durante o dia intenso de trabalho. Sim, ajudam. Mas, existe uma forma muito melhor de matar a saudade de quem não está tão próximo quanto a gente queria: uma simples ligação telefônica.Não se tem mais a “ligação do boa noite” dos casais apaixonados. As frases ditas ao pé do ouvido deram lugar às imagens com citações de poetas diversos. Perdeu o sabor, a cor, o aroma. Não se ouve mais a voz rouca que quase não sai naquele “bom dia” sussurrado do outro lado da linha. Agora você acorda com minions ou gatinhos envoltos em um cumprimento photoshopado retirado de algum lugar da internet.O som das palavras deu lugar aos toques no teclado do celular, as risadas gostosas deram lugar a repetições da letra “K” ou a um mirrado “rs”, e o “Eu te amo, durma bem” deu lugar a uma frase fria seguida por um emotion qualquer. Tá ok, concordo que esse tipo de mensagem instantânea ajuda os tímidos. Talvez várias confissões não fossem possível sem a distância que os aplicativos permitem. Porém convenhamos, ouvir a voz dizendo o que pensa é bem melhor do que ler palavras frias em uma tela de 9 polegadas. O que prego aqui não é o fim dos programas e da tecnologia. É útil, agrega, ajuda, auxilia e é bem-vindo. Eu legislo aqui é a favor do amor. O amor real, não virtual.