Eu sempre fui um apaixonado por música. Das guitarras pesadas do Metallica ao timbre de guitarra inconfundível do Eric Clapton. Do vocal rasgado do Bruce Springsteen ao suave cantar da Marisa Monte. Das baladas bregas do Ritchie às canções viscerais do Cazuza.

Porém, principalmente, sou um devoto das canções de amor. Não qualquer canção de amor. Somente daquelas que emocionam, fazem chorar, fazem sentir vontade de amar meu alguém, ou de querer amar alguém.

Existem aquelas clássicas, que você canta até para o seu travesseiro na falta de alguém para ouvir. E outras, que você nem percebe que canta quando está arrebatado pela súbita e arrasadora paixão. Você que antes ouvia Sepultura, se pega ouvindo Chris De Burgh e sua “Lady in red”, ou os grandes sucessos do grupo Roupa Nova.

Canções de amor nada mais são do que a voz dos tímidos. Elas falam por eles e falam por si só. Falam coisas que você sempre quis dizer e não teve a coragem, ou até pensou, mas nunca falou. Essas músicas estão sempre presentes em nossas vidas, algumas chegam a ser até companheiras inseparáveis em alguns momentos difíceis. Existem canções e cantores que são como amigos-irmãos, que nos momentos mais difíceis sabem o que nos dizer e como nos dizer. Há discos e músicas que quando ouvimos, já sabem os vizinhos que estamos com aquela dorzinha danada.

Quem nunca se apegou a alguma canção num momento de dor de cotovelo atire a primeira pedra. Nenhuma pedra atirada, vamos continuar.

Agora, existem outras baladas que são tocadas exaustivamente pelo motivo contrário: a alegria de ter conseguido ou de estar com a pessoa amada. Quem não tem uma trilha sonora que marcou o namoro ou uma música do casal? Aquela música que marcou o primeiro encontro? Ou aquela música que você, se tivesse talento, adoraria ter feito para seu par? Quem nunca escreveu um texto rabiscado com alguma letra linda, seja tradução do inglês ou em português mesmo, de uma canção que diz tudo aquilo que você queria dizer, mas não tem coragem para tal?

Você deve estar curioso para saber quais as minhas canções de amor favoritas. Ok, direi. Faço aqui um apanhado que começa com a espetacular “She” do Charles Aznavour (mas, prefiro a versão do Elvis Costelo). “Your song”, do Sir Elton John, composição que ele fez para o namorado, hoje marido, também faz parte da lista. “Love of my life”, do Queen, que fica sensacional na versão ao vivo gravada no Rock in Rio. E fechamos com a canção, como disse Frank Sinatra: “Uma das mais belas canções de amor jamais escritas”, “Somenthing”, do Beatles, que não poderia estar de fora.

Em se tratando de músicas nacionais, temos várias representantes, mas, para não ficar nas mais batidas, começamos com “Fogo”, a balada do Capital Inicial. Passamos por “Se eu não te amasse tanto assim”, música do Hebert Viana com interpretação de Ivete Sangalo. “Ainda bem”, interpretada por Vanessa da Mata também é uma grande pedida. Lobão, o gênio do mal do rock nacional, também tem a sua canção de amor, “Por tudo que for”, inserida na lista. E para finalizar, temos “Preciso dizer que te amo”, música de Bebel Gilberto, Dé Palmeira (ex-baixista do Barão Vermelho e ex- marido de bebel) em parceria com o Cazuza.

Pois é. Você já deve ter reparado que as canções de amor estão mais presentes em nossa vida do que imaginamos. Seja na alegria ou na tristeza. No amor e na dor. E será assim pra sempre, até que a morte nos separe.