Segunda-feira, 1:00 a.m. Um silêncio apaziguante e a lua alta no céu. Percebe que a melhor coisa a fazer é se desligar de todo o resto: concentra-se no som da rua sonolenta e suplicante por mais estrelas. Da janela, ao longe, vê que tem mais alguém acordado na madrugada. Toma um último gole de alguma coisa e recolhe-se - tudo fica escuro na outra varanda. É difícil render-se ao sono com os pensamentos rachando a cabeça; então deita e mira o teto. Simultaneamente, uns acontecimentos mais recentes flutuam em retrospecção. Um sorriso largo se espalha num único cômodo iluminado. Os olhos começam a se perder e deixam-se domar pelo sono que chega devagarinho, pisando manso. E toma conta. E o único cômodo antes com luz junta-se aos outros na noite. O sorriso ainda está lá. Dorme com ele ainda brincando nos lábios.