Araeliz: Boa noite!

Fê: Buenas!!!

Araeliz: Tudo bem, mocinha?

Fê: Sim, mocinho. E você?
Continua com a folha na orelha?

Araeliz: Ó, não.
Quem me dera.
A folha na orelha é um status elevado.
Caía demais.
Preciso merecer minha folha novamente.
E você continua sem uma folha na orelha?

Fê: Continuo.
Na verdade, ela representaria para mim quase que um filho; não conseguiria desgrudar dela depois de tê-la. Por agora, portanto, pretendo não adotá-la.

Araeliz: Ó, sim.
É uma boa ideia.
Tomar cuidado e nos precaver de paixões avassaladoras antes de estarmos prontos para as mesmas.
Correr, fugir, nem sempre é covarde,
dependendo das circunstâncias.

Fê: Nem sempre.

Araeliz: É a maior prova e bravura.

Fê: É apenas o fato de esperar para ver o que vai acontecer.
Talvez seja o medo clichê do desconhecido, mas é viável, já que não somos máquinas.

Araeliz: Descobri que tenho mais medo do conhecido, na verdade.
E não ser uma máquina é uma opção.

Fê: É.
Ser uma maquina é uma opção bem mais fácil e vantajosa do que não sê-la.
Porque se és uma máquina, é só te desligares; se não a és, ainda te darás ao trabalho de sê-la.
Difícil.

Araeliz: Difícil é fazer mousse de chocolate sem chocolate.
Para o resto, damos um jeito.