Onde estás, flor de rara beleza?
Ninfa de tons virginais que cativas,
Por que escondes de mim tuas pétalas?

Oh! Não leves de mim tua singeleza...
Odorífera corola de vivas cores...

Busco-te pelo jardim florido
Mas não vejo os teus ramos...
Espio por entre os rocios
Na relva calma dos campos
Buscando-te com um leve fastio,
Com olhos desesperançados

Mas mesmo assim, entretanto
Guardo de ti o perfume a quietude
Que traz a lembrança de alegria, o pranto
Num lindo momento de paz e virtude

Me aquece a certeza de que terei,
Mesmo na busca que tarda, dolorosa,
Mesmo nas teias das vicissitudes,...
Virá até mim sorridente o momento
Em que te encontrarei linda, airosa
Minha flor do campo, jóia rara
Viverás sempre em mim... gloriosa!

Daniel Amaral
10/05/2009