Na época dos Governos Gerais, ocorreram as invasões francesa e holandesa; as primeiras no Rio de Janeiro e Maranhão e as segundas no Nordeste, especialmente em Pernambuco. “Invasão” em termos, pois literalmente isso aqui era terra de ninguém e, um tratado assinado numa cidadezinha da Espanha não significa muito para espanhóis e holandeses; os primeiros atuam “contrabandeando pau-brasil nas costas, fazendo amizade com os índios e , por fim fundando uma colônia protestante na Ilha de Villeganon, no Rio de janeiro, da qual seriam posteriormente expulsos por Estácio de Sá, o qual, antes de levar a flechada fatal, fundou a referida cidade, já pensando no carnaval e no turismo que a cidade futuramente atrairia; mal sabia ele que viraria nome de escola de samba!
No caso dos holandeses, aproveitando-se da morte de Dom Sebastião nas costas D` África em luta contra os mouros, muito jovem, não deixando descendentes, passando o governo de Portugal para a coroa espanhola, resolveram invadir as costas do Brasil, pois a Espanha era um desafeto seu desde a conquista efetivada por ela das terras batavas.
De 1580 a 1640 Portugal esteve sob domínio da Espanha; a glória lusa durou pouco; o período anterior tinha sido o seu apogeu; o tempo da conquista a pior fase do pequenino país, tanto é que o termo sebastianismo se refere a muitos lusos que ainda desejam o retorno de Dom Sebastião e a volta da glória de Portugal. Ficam só no desejo, pois a situação do país, até hoje, não é das melhores; salvo seus bravos e laboriosos donos de padarias e restaurantes típicos, os bares, os muito bons vinhos e azeites, a tecnologia lusa não chega a ser algo surpreendente; exceção feita ao bravo cirurgião português , inventor da lobotomia, do qual não me recordo o nome , procedimento esse já caído em desuso, por razões óbvias.

Com esse pretexto, em 8 de maio de 1624 os batavos, que ainda não eram iogurte, resolvem aportar em Salvador; esse primeiro domínio não durou muito, porém a segunda expedição, em 1628 , era maior e mais ambiciosa; tomaram Recife e Olinda, e para governar a colônia., o famoso príncipe Maurício de Nassau; considerado excelente governante; a cidade Maurícia era limpa e bem organizada; foi construído o primeiro observatório da América do Sul, havia liberdade religiosa; sem desprezar a tecnologia lusitana, tudo que havia dantes foi incendiado e pela primeira vez traziam-se artistas para pintar a fauna , a flora e seus habitantes. Tudo isso durou uns vinte anos, até que ocorre a restauração da coroa portuguesa, mas, os batavos gostaram do Brasil e não queriam sair, e, toca a guerra de reconquista, tataratatáááá!
Se pensarmos , nos dias de hoje, em uma guerra entre Portugal e Holanda, em quem venceria, obviamente a maioria tenderia para o bravo povo que conquistou terras e terras ao mar com seus moinhos, porém, quem venceu foi...Portugal! Por incrível que pareça, naqueles tempos a Holanda não era tudo isso, não tinha Cruiff no time, mas um tal de von Schkoppe, nome de tomador de chope, aí junta-se a Matias de Albuquerque o índio Poty e Felipe Camarão, e o primeiro indício de nativismo; assim se diz na escola. Porém houve reveses, como a Traição de Calabar, o qual virou até peça, porém o negócio é que o sujeito mudou de time por dinheiro, coisa que muito jogador faz hoje e ninguém fala nada.
Terminada a guerra, a vitória foi dos lusitanos, coisa que muita gente lamenta até hoje, dizendo que estaríamos muito melhor nas mãos dos plantadores de tulipas e construtores de moinhos. É verdade que a Holanda é um país bonito e adorável, porém, se eles têm fábricas de televisores excelentes e uma marca de posto de gasolina de fama mundial, nós , por outro lado temos as mudanças da Lusitana, óh, pá! E, também o Brasil não seria o Brasil se ao invés de termos uma padaria a cada esquina, tivéssemos, pra compensar...favo holandês!