O PRÍNCIPE E A GAZELA

06 de Janeiro de 2018 Maria Hilda Infantil 61


Há muito tempo, no país da Imaginação, vivia um príncipe lindo como um raio de sol. Seu nome era Ricardo, o belo. Ele era amado pelo povo e por seus pais porque possuía todas as qualidades boas que um ser humano pode ter.
Quando chegou à idade de aprender, o rei, seu pai, deu-lhe os melhores, os mais reputados mestres do reino. E ele aprendia com rapidez. Passados nove anos, o príncipe estava versado nos assuntos do reino, das guerras, da diplomacia, entendia como ninguém de justiça e falava vários idiomas. Amava os esportes e, por isso, tornara-se campeão de esgrima. Nenhum príncipe ou rei manejava um florete como ele. Quando cavalgava era audacioso. Saltava obstáculos perigosos, o que deixava o rei orgulhoso e a rainha apreensiva.
Completando a maioridade, o príncipe Ricardo precisava escolher, entre as moças da corte, aquela que iria reinar ao seu lado quando seu pai, velho e cansado, passasse para ele a coroa.

O rei e a rainha organizaram uma festa para que o jovem conhecesse as moças nobres que viviam na corte e outras vindas de reinos vizinhos. Chegou o dia. O salão principal do castelo, decorado com flores, castiçais de cristal, parecia ter saído de um conto de fadas. A orquestra, formada pelos melhores músicos, afinava, num canto do salão, os seus instrumentos. Os nobres foram chegando. As mulheres com suas joias e seus vestidos rodados, os homens, elegantes em seus casacos de seda e calças justas, formavam grupinhos falantes cujo assunto era a caça e as moças. O salão estava cheio. A orquestra tocava e alguns pares dançavam, enquanto aguardavam a presença do rei para tornar oficial o baile. O mordomo, no primeiro degrau da escadaria que dava acesso ao salão, anunciou, batendo três vezes no chão com longo bastão que tinha na mão:
- Suas Majestades, o rei Augusto II e a rainha D. Margarida!
Todos se curvaram e abriram caminho para a passagem do soberano ao som de magnífico minueto. O rei e a rainha sentaram-se e, novamente, a voz grave do mordomo se fez ouvir:
- Sua Alteza, o príncipe Ricardo, o belo!
Ouviu-se um “ó” das bocas de todas as mulheres. O príncipe entrou triunfalmente lindo. Sorria e cumprimentava a todos fazendo um gesto discreto com a cabeça. O baile começou. Ricardo dançou com todas as moças, porém não fez escolha. Ele tinha um segredo. Toda noite sonhava com uma bela princesa de longos cabelos e olhos verdes. Ela chegava, estendia a mão, ele segurava e ela desaparecia numa nuvem. Ele a chamava, e ela não voltava. Era tão real o sonho que, quando ele despertava, ainda sentia o toque da mão da princesa.

Certo dia o príncipe saiu para caçar sozinho como era seu hábito. Cavalgava a esmo quando avistou uma gazela. Passou a perseguir o animal que fugia, em desabalada carreira, para escapar dele. O príncipe esporeou o cavalo e saiu no encalço do pobre animal conseguindo encurralá-lo numa moita. Ele desmontou e ficou frente a frente com a gazela que tremia de medo. O que ele viu era coisa para nunca mais se esquecer. A gazelinha tinha em cada olho uma lágrima.
As lágrimas, rolando dos olhos do animal, caíram no chão onde nasceram, um ao lado do outro, dois pés de flores brancas como a neve. Ricardo ficou paralisado porque nunca vira um animal chorar e muito menos lágrimas se transformarem em flores. A gazela, aproveitando o momento, escapou em alta velocidade e desapareceu. O príncipe voltou ao palácio e ficou o resto do dia triste e pensativo. Quando se sentia assim, ele dedilhava o seu alaúde e recitava os poemas que escrevia nos momentos de inspiração. A gazela não lhe saía da cabeça.

Ele foi conversar com o mago da corte. Contou a história. O mago ouvia calado e meditativo. Depois que o príncipe terminou, ele disse:
- Você conseguiu ver a gazela que chorar? Na verdade ela é a princesa Eleonora, a bela filha do rei Epitácio do reino Solar. Ela foi encantada pelo bruxo Makum que a queria como esposa. Como o rei não consentiu, ele a transformou em gazela e, para que nenhum caçador a pegue, o bruxo deu-lhe o dom de verter apenas duas lágrimas toda vez que o caçador chegue perto dela. É isso que assusta e afugenta os caçadores.
- Não se pode desfazer o feitiço? – perguntou o príncipe.
- Só alguém a quem ela ame muito e que a ame também. – respondeu o mago.
- E o que deve ser feito? – insistiu o príncipe.
- O escolhido deverá recolher as duas lágrimas e guardá-las num frasco de cristal, deixá-las no sereno por uma noite e depois, quando a lua estiver no meio do céu, derramar o conteúdo do frasco nos olhos da gazela. Só que o frasco de cristal está numa gruta, no topo montanha do Urubu Gigante dentro de uma caixa de ouro. Para chegar até lá, o pretendente está sujeito a inúmeros perigos. – explicou o mago Bonino.

O jovem príncipe ficou parado, olhos perdidos no horizonte. Como seria a princesa? Ele queria muito saber. Precisava ver um retrato dela. E mandou uma carta para o rei de Solar contando sobre o aparecimento da gazela que chora nas terras de seu pai, e avisando que, em breve, lhe faria uma visita. O rei Augusto II foi contra a ideia da viagem de Ricardo ao reino Solar. Ele não conhecia o rei de lá. Como podia deixar seu filho ir sem se preocupar. Mandou chamar o mago Bonino e lhe pediu que fizesse previsões a respeito da viagem do príncipe Ricardo.
O mago trouxe sua bola de cristal, colocou-a sobre uma mesa de mogno, na frente do rei, e com as mãos fez círculos sobre ela acompanhados de palavras mágicas.
A bola ficou iluminada mostrando todo o reino Solar. No palácio real o pai e a mãe da princesa, abraçados, choravam a sorte da filha. O povo era triste porque sentiam falta da alegre menina que era o orgulho deles. O rei Augusto II ficou penalizado com a situação do rei e da rainha de Solar, e, mediante as previsões do mago de que tudo correria bem, não pôs mais obstáculos à partida do filho.

A carruagem real foi preparada para levar o jovem príncipe em sua longa jornada. Junto ia um pelotão de treinados soldados, cujo comandante era o general Omar, homem em quem o rei confiava cegamente. Viajavam de dia e a noite eles paravam em estalagens para comer e descansar. No terceiro dia de viagem, numa curva, quebrou-se a roda da carruagem real assustando o príncipe. A comitiva parou. O general Omar desceu do cavalo e foi verificar o que ocasionara a quebra da roda. Fora uma pedra de bom tamanho que, ao soltar-se com o atrito da roda, bateu bem no meio quebrando as hastes de madeira. A carruagem precisava de roda nova. Onde encontrar? Ali era um deserto só. Deixando os soldados tomando conta dos apetrechos do príncipe, das armas e da comida, o general Omar, na companhia de Ricardo, partiu em busca de um vilarejo e de um ferreiro que pudesse consertar o estrago.
Depois de cinco horas eles voltaram trazendo um velho ferreiro que encontraram num lugarejo muito pobre chamado Paraíso. O velho trabalhava bem e rápido, logo a carruagem estava de roda nova. O general pagou e agradeceu a atenção e a presteza do velho. Partiram. Uma semana depois eles chegaram ao reino Solar sendo recebidos pelo rei Epitácio. Depois do merecido descanso, Ricardo foi conversar com o rei para que ele lhe contasse, com todos os detalhes, a história da princesa Eleonora. Ouviu atento o relato do rei.
- Quantos homens saíram para encontrar o frasco? – perguntou o príncipe.
- Centenas deles e todos voltaram machucados e de mãos abanando. Não conseguiram alcançar o frasco de cristal porque ele está no pico da montanha do Urubu Gigante, dentro de uma caixa de ouro guardada por um dragão que lança fogo pela boca e a montanha não se deixa escalar. – respondeu o monarca tirando do bolso do manto um medalhão com o retrato da princesa, passando-o para as mãos de Ricardo.
O coração do príncipe acelerou ao olhar o medalhão. Não podia ser, era a moça do seu sonho. Sim, era ela! Os cabelos longos, os olhos verdes. Meu Deus! Que coincidência! E ele contou ao soberano o seu segredo. Ele amava aquela moça com qual sonhava toda noite. Agora, mais do que nunca, ele iria lutar para desfazer a maldição do bruxo Makum.
Despedindo-se do rei, Ricardo foi para os seus aposentos e de lá mandou chamar o general, que comandava a sua comitiva, para ajudá-lo na elaboração de um plano para escalar a montanha e pegar o frasco de cristal.

O general e o príncipe esquematizaram uma forma de subir a alta montanha o mais rápido possível. Só que eles não sabiam que a montanha se movimentava toda vez que alguém tentava subir com o intuito de pegar a caixa de ouro com o frasco. Os caminhos ficavam verticais e os que se aventuravam terminavam por cair das alturas e com isso desistiam da empreitada. E agora?
Os dois, general e príncipe, puseram os cérebros para funcionar a fim de encontrar uma solução para o problema da subida. Voltaram ao castelo para conversar com o rei. Expuseram o plano e o rei concordou imediatamente. Então começaram a construir, com a ajuda dos empregados do castelo, uma grande catapulta. Para quê? Perguntavam os trabalhadores enquanto montavam a geringonça no sopé da montanha. Outra turma iniciava a construção de uma grande bola com finas hastes de bambu e coberta com pele de cabra o que a deixava um tanto leve. Dentro dela cabiam dois homens e algumas coisas que eles precisassem guardar. Terminada a bola, os homens, cuidadosamente, puseram-na no braço lançador da catapulta, enquanto o general e o príncipe finalizavam a confecção de duas enormes asas, feitas com as penas que caiam dos urubus gigantes. Eles prenderam as asas, uma de cada lado da bola, com tiras de couro deixando as pontas para dentro da bola. Chegou a hora de executar o plano de subida. O general e o príncipe entraram na bola levando alguns sacos de couro, próprios para armazenar água. Acomodaram-se e deram a ordem:
- Podem lançar a bola!
Os homens do castelo acionaram a catapulta que ejetou a bola para o alto, acima do pico da montanha do Urubu Gigante. Neste momento o general e o príncipe, manejando as tiras de couro, fizeram as asas se abrirem e a bola planou pousando suavemente no topo da montanha.

Anoiteceu. Eles acenderam tochas para iluminar o caminho porque só assim poderiam encontrar a gruta onde estava a caixa de ouro. O terreno era pedregoso, difícil de caminhar, principalmente à noite. Aceitando a sugestão do general, o príncipe resolveu acampar até que surgisse o dia, o que facilitaria a procura. Quando o sol nasceu ele iniciaram a caminhada. Eram tantas as grutas que já estavam pensando que era boato a história da caixa que guardava o frasco.
Foram para o lado norte da montanha. Ouviram o barulho de água correndo. Apressaram o passo. O lugar era maravilhoso. Uma cachoeira, descendo de uma elevação coberta de mato verde exuberante, formava um rio que ia se avolumando à medida que ele descia a montanha. Olharam e não viram gruta, nem buraco, nada.
- Alteza! E se entrarmos no mato? Talvez descubramos alguma coisa. – sugeriu o general Omar.
Assim eles fizeram e descobriram, bem atrás da queda d’água, a entrada de uma gruta. Lá de dentro vinha um calor muito forte denunciando a presença do dragão que soltava fogo pela boca. Neste momento o príncipe abriu a bolsa que trazia nas costas e tirou um estilingue gigante. Cavou um buraco no chão, enterrou o cabo do estilingue, cercou-o com pesadas pedras para que ficasse bem firme. Foi até a bola e voltou trazendo os sacos de couro e começou a enchê-los com água. O general, intrigado, perguntou:
- Alteza, o que vai fazer com isso?
- Você verá. – respondeu o príncipe.
E pôs um saco de água no estilingue, esticou bem e ficou esperando. O dragão surgiu vindo do fundo da gruta. Caminhava lentamente por causa do tamanho e do peso. Rosnava tão forte que dava a impressão que tudo ia desabar. Já bem perto ele abriu a bocarra para queimar tudo com o seu fogo. Foi aí que o príncipe soltou o estilingue e o saco de água entrou direto pela boca do dragão. Foi um, depois outro, mais outro e no final do oitavo saco de água o dragão já estava desmaiado e de fogo apagado.
O príncipe e o general correram para o fundo da caverna e pegaram a caixa de ouro com o frasco de cristal. Finalmente! Ufa! Abriram a caixa e lá estava o frasco de cristal emitindo uma luz lilás. O príncipe percebeu que tendo o frasco na mão, a montanha não se movimentava. Ela equilibrava o caminho, fazendo-o seguro para que Ricardo e o general descessem em segurança. Era como se ela soubesse e quisesse colaborar no resgate da princesa Eleonora.

Com a caixa de ouro nas mãos, chega o príncipe Ricardo ao palácio do rei Epitácio. Foi uma festa. Dias depois Ricardo voltou para a sua terra, a fim de completar a sua tarefa: salvar a princesa.
Naquela noite o príncipe dormiu e sonhou. A moça chegava, estendia a mão, ele segurava, ela sorria e não desaparecia. Ao acordar pela manhã, Ricardo foi conversar com o mago Bonino. Contou o sonho e pediu orientação de como devia proceder para colher as duas lágrimas da gazela e como prendê-la por um dia para molhar seus olhos com as lágrimas. O mago, tirando um saquinho do bolso, lhe disse:
- Quando a gazela aparecer encurrale-a atrás da moita e jogue o pó deste saquinho sobre ela dizendo rapidamente a palavra mágica: “amoreportisinto”. Ela ficará imobilizada e você poderá recolher as duas lágrimas. Leve este colar mágico. Coloque-o no pescoço dela, e ela dormirá imediatamente. Embrulhe-a neste manto feito com fios de ouro e a traga para cá. Você deve fazer tudo sem a ajuda de ninguém.
O príncipe entrou na mata. Cavalgou um bom tempo e nada da gazela. O sol anunciava que metade do dia já passara quando ele ouviu o estalar de folhas secas. Virou-se, era a tímida gazela. Cavalgou atrás dela encurralando-a na moita. Ele saltou do cavalo, tirou do bolso o saquinho com o pó e espargiu sobre ela dizendo a palavra mágica. O animal ficou parado. As duas lágrimas começaram a se formar, uma em cada olho. O príncipe correu e, tirando o frasco do bolso, as recolheu. Pôs o colar no pescoço da gazela e ela adormeceu. Embrulhando-a cuidadosamente no manto ele partiu, a todo galope, rumo ao palácio de seu pai.

Chegando apressado ao palácio, o príncipe correu para o seu quarto com a gazela nos braços e a deitou em sua cama. Fechou a porta, guardou a chave no bolso e foi a procura do mago Bonino que preparava o ritual de desencantamento. Enquanto isso, lá no reino Solar, mais precisamente na montanha Negra, o bruxo Makum ficou sabendo que um príncipe estrangeiro havia levado a princesa. Ficou furioso. Gritou, esperneou e, dizendo palavras mágicas, pegou sua capa vermelha que o tornava invisível e, num piscar de olhos, transportou-se para o reino da Imaginação. Escondeu-se na densa floresta aguardando o momento da cerimônia.
Ao anoitecer trouxeram a gazela adormecida numa padiola de ouro, colocaram-na no altar. O sereno da noite descia sobre a terra abençoando as duas lágrimas no frasco de cristal. A lua, lentamente, aproximava-se do meio do céu e, quando lá chegou, o mago iniciou o trabalho de desencantar a princesa com uma espécie de reza que todos deviam repetir:
- Forças do bem, forças do além, mostrem a real forma que esta gazela tem!
Ouviu-se um estrondo e, surgindo do nada, apareceu o bruxo Makum acompanhado por um grupo de anões com chifrezinhos nas cabeças. Com uma gargalhada estridente e sarcástica ele berrou:
- Forças do mal, bruxos e bruxas do além, a forma da gazela é esta, outra ela não tem!!!! – os anões riam e gritavam, raios e trovões espocaram fazendo tremer a terra.
Bonino, o mago, lançou sobre o bruxo seu pó de estrela para fazê-lo desaparecer. De nada adiantou. O bruxo continuava ali gritando e dizendo as mesmas palavras. O mago já havia usado toda a magia que ele conhecia e nada afetava o bruxo malvado. Foi no meio daquela confusão toda que apareceu aquela velhinha. Ela era feia, tinha cara de bruxa, um nariz comprido com uma verruga na ponta. Quem seria? A velha chegou bem pertinho do mago e cochichou qualquer coisa no ouvido dele e foi caminhando na direção do bruxo que continuava gritando a sua reza infame.
- Sai velha cretina -, disse o bruxo – esta princesa é minha e eu a amo.
- Então, por que a transformaste num animal? Eu te castigarei com o teu próprio feitiço. – e tirando do bolso do vestido duas flores brancas, jogou-as na cara do bruxo que, imediatamente, virou uma estátua de pedra o mesmo acontecendo com os anões seus companheiros. Eram as flores das duas plantas que nasceram das lágrimas da gazela em contato com a terra. Neste mesmo instante a gazela acordou, o príncipe molhou os olhos dela com as lágrimas serenadas começando assim a transformação. Em poucos minutos ela era Eleonora, a princesa do reino de Solar.
Toda a realeza de Solar veio para saudar a princesa e agradecer ao rei Augusto II e seu filho o esforço que fizeram para salvar a princesa. E a velha? Quem seria ela? Então vamos entrar nos aposentos do mago para descobrir. Epa! Não tem velha aqui, só esta linda dama. Opa! É Nhia, a maga da justiça, perita em disfarces e grande amiga de Bonino. E as estátuas do bruxo e dos anões? Todas foram lançadas ao mar por ordem do rei de Imaginação.
Tempos depois Ricardo e Eleonora se casaram unindo os dois reinos. Tiveram muitos filhos, para a felicidade dos dois monarcas, e viveram muito felizes.

Maria Hilda de J. Alão

(histórias que contava para o meu neto.)

Esse texto está protegido por direitos autorais.
Cópia, distribuição e execução são autorizadas desde que citados os créditos.

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