O RAPTO DA PRINCESA

27 de Janeiro de 2018 Maria Hilda Infantil 112

No tempo das fadas, bruxas e duendes, a filha do rei Lumar, ao sair a passeio, foi presa por um feiticeiro. O rei das terras, onde vivia o feiticeiro, percorrendo seu território, viu a menininha que chorava muito e sem saber quem ela era abriu a gaiola e soltou a criança. Perguntou-lhe onde morava e ela soluçando respondeu-lhe que morava no reino vizinho. Então o rei mandou que um de seus soldados levasse a menina até a fronteira do reino vizinho e a entregasse a alguém. Ela foi entregue a um casal de pastores que logo a reconheceram e a levaram diretamente para o castelo onde ela morava. Estava muito suja, assustada e chorava muito. O rei Lumar, preocupado, perguntou à filha o que tinha acontecido. E a menina, soluçando alto, respondeu.
- O rei me prendeu, amarrou meus pés e mãos.
O rei, que era muito ponderado, ficou pensativo. Ele não conhecia o soberano daquelas terras, mas sabia da sua fama de bondoso e justo. Como poderia ter cometido uma barbaridade daquelas. Não. Prender uma princesa é um ato de insanidade que pode resultar em uma guerra. O povo ficou revoltado quando soube do sequestro da princesinha.
O rei Lumar, antes de tomar qualquer providência, resolveu investigar o ocorrido sem a presença do seu exército. Não ia agir por impulso, isso nunca. Sendo mágico, transformou-se em uma mosca azul e voou para as terras do rei Tízio. Lá chegando entrou por uma das janelas do castelo e pousando em uma das cortinas, a mosca azul esperou o cair da noite.
A noite chegou. Enquanto o criado arrumava o leito real, o casal conversava sobre os acontecimentos daquele dia.
- Sabe querida, hoje eu encontrei uma garotinha presa em uma gaiola pelo feiticeiro da montanha. A coitadinha estava tão assustada que me doeu o coração. Então eu a libertei e a mandei de volta para casa.
- Querido, você precisa expulsar esse feiticeiro de nossas terras. – disse a rainha, enfatizando a palavra expulsar.
- Acho que tem razão, querida. Os atos desse maluco podem desencadear um conflito entre nosso reino e os vizinhos. – completou preocupado o rei Tízio.
O rei Lumar, na forma de mosca azul, ouviu tudo e, assim que amanheceu ele voou de volta para o seu castelo. Chegando, já na forma humana, ele ficou espantado com o que viu. O exército estava preparado para atacar o castelo do rei Tízio. O povo, em passeata, gritava por justiça pedindo a prisão do rei desnaturado.
- Meu Deus! – exclamou Lumar – Ainda bem que cheguei a tempo de evitar esta loucura.
Com a presença do rei, exército e povo ficaram calados. Lumar, nervoso, disse:
- Vocês têm ideia do tamanho da bobagem que estão prestes a fazer?
- Majestade, a princesa foi presa pelo rei. - disse o general que comandava a revolta.
- Quem lhe deu a certeza que foi o rei? Tem provas que possam incriminar o rei Tízio? Por acaso o general investigou? – questionou o rei Lumar – Como pode crer em aparências?
- Bem...bem... – gaguejou o general do rei.
E o rei explicou tudo ao seu exército e ao povo mostrando a eles que um ato impensado pode gerar a destruição de um país. Juntando-se ao rei Tízio, Lumar cedeu parte do seu exército para ajudar na captura do feiticeiro da montanha que, muito esperto, fugiu para bem longe jurando nunca mais pôr os pés naquelas terras. Lumar e Tízio tornaram-se grandes amigos dividindo tudo para que seus reinos prosperassem em paz.
E assim, crianças, a sabedoria de um rei evitou uma guerra destruidora. A sabedoria, a cooperação e a justiça são os ingredientes para instalar a paz no universo.
Maria Hilda de J. Alão
(histórias que contava para o meu neto)

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