O passarinho sempre canta tristemente
Perdeu sua liberdade, sua alma ficou doente
Seu lugar era nos ares, nas alturas
Mas a gaiola sufocou a sua formosura

Foi capturado por um traficante de animais
E, desde esse dia, perdeu a sua paz
O homem era frio e assustador
Parecia nunca ter conhecido o amor

Mas um dia, uma menina destemida
Falou ao homem que respeitasse toda vida
E que libertasse os indefesos animais
Para que tudo ficasse em paz

O homem foi indiferente
Era um bruto impenitente
A menina nem hesitou
Pegou a gaiola e a quebrou

Nesse momento, o passarinho fugiu
E a valente menininha sorriu
Deixando de lado o homem furioso
Com aquele ato lindo e generoso