A ROSA DESPETALADA

13 de Abril de 2013 Maria Hilda Infantil 852

Um dia, uma borboleta se apaixonou por uma lindíssima rosa. A flor ficou emocionada, pois o pó das asas da borboleta formava um extraordinário desenho em ouro e prata. Aquela era a borboleta mais bela que a rosa já vira. Quando a borboleta, voando, aproximou-se da rosa e disse que a amava, a flor ficou vermelha de emoção e aceitou o amor da borboleta. Foram dias de felicidade. A encantadora borboleta jurava amor e fidelidade à linda rosa e a rosa jurava amor e fidelidade à borboleta.

Tempos depois a borboleta partiu com a promessa de voltar logo. Dias se passaram e nada. A rosa sentia muita saudade da borboleta e por isso ficava horas e horas suspirando. Numa tarde de verão, a borboleta voltou. A rosa, ao vê-la, disse choramingando:
- É isso o amor e fidelidade que me jurou? Partiu e me deixou só, abandonada, enquanto voava para beijar dona Gerânio, dona Margarida e todas as flores que encontrou pelo caminho e só voltou porque foi expulsa por dona Abelha que já não aguentava mais a sua presença. Pena que ela não lhe deu uma boa ferroada.

A borboleta, rindo do ciúme da rosa, respondeu:
- E você? Pensa que eu não sei? Assim que me afastei o senhor Vento veio sorrateiro acariciar as suas pétalas, o senhor Zangão voava ao seu redor dizendo-lhe coisinhas ao ouvido. Besourinhos e joaninhas cortejavam você. E a noite? Quem era aquele que descia do céu e a cobria com gotas de cristal? Era o senhor Sereno. E quando as outras flores perguntavam você respondia feliz que era a prova de amor mais molhada do mundo. E o senhor Sol que lhe dava quentes abraços durante o dia? Por acaso pensou em mim?

Pobre rosa! Sem palavras, ela viu a borboleta voar e ir jurar amor eterno ao senhor Cravo Amarelo, seu amigo de longa data. A indiferença da borboleta deixou a rosa amuada gerando uma briga entre ela e senhor Cravo Amarelo. Foi embaixo de uma sacada de onde a rosa saiu sem algumas pétalas que foram levadas pelo senhor Vento como lembrança dessa história.

10/04/13

(histórias que contava para o meu neto)
(Maria Hilda de J. Alão)


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