"Observo as estrelas que brilham no teto do meu quarto. Eu devia ter sete anos quando ajudei meu pai a colocá-las. Elas já estão desbotadas, mas eu não poderia retirá-las. Elas sempre representaram a calma e o conforto do meu quarto. Sempre me trouxeram a paz. Mas agora já não parecem mais tão eficazes, porque embora o dia já comece a amanhecer, e eu já esteja deitada há mais de duas horas, não consigo dormir. E imagino que os meus níveis de adrenalina estejam muito acima do limite da normalidade.


Todos sabem que é o processo da mudança de idade e não o dia simbólico da mudança em si que muda a vida de uma pessoa, mas comigo aconteceu o contrário. Nunca pensei que as coisas ainda estariam mais loucas quando eu saísse do banheiro, mas talvez inconscientemente eu soubesse, por isso, mesmo após ter refeito mentalmente todos os fatos que me levaram até aquele assento de banheiro, e ter me recomposto, ainda permaneci sentada vasculhando a minha mente e tentando interpretar tudo o que havia acontecido."

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