"Eu mal pude conter um grito de exclamação ao entrar no ginásio da escola, sempre palco das minhas maiores torturas e humilhações, por minha falta de talento esportivo, e vê-lo brilhando com pedaços de papel prateados pelo chão e pelas mesas, globos de espelho pendurados por todo o teto, arranjos de rosas brancas e cor-de-rosa nas mesas forradas assim como as cadeiras. Sorri para minha mãe, que seguia deslumbrante em seu vestido verde escuro, de braços dados com meu pai que desfilava gracioso em seu smoking. Ela tentava, sem sucesso, disfarçar seu orgulho por ter sido uma das organizadoras da festa.


Meu pai parecia igualmente admirado, poderia dizer quase emocionado, enquanto nos aproximávamos da mesa destinada a nós. Tentei não me incomodar com suas demonstrações públicas de afeto, ainda mais por serem raras para um casal tão jovem e bonito, mas mesmo assim percorri o olhar pelo salão, logo divisando a maioria das meninas com seus respectivos pais e parceiros. Elas acenaram ao longe, pois logo depois teríamos todo o tempo para conversar, enquanto ficaríamos duas horas sentadas na frente do palco que fora instalado, ouvindo metade do corpo docente, além de oradores e juramentistas. "

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