"A luz do sol entra por entre as persianas da janela do meu quarto, e parece que acordo de um sonho longo e perturbador, daqueles que você sabe que foi terrível, mas o qual não consegue recordar em detalhes.


Minha cabeça está mais leve, e meu corpo não parece mais tão dolorido. Eu me contorço, numa tentativa de afastar o sono, enquanto me envolvo ainda mais nos lençóis macios. Encaro o teto do quarto, e não encontro as estrelas, talvez seja a claridade que entra pela janela que as impede de brilhar, mas tudo me vem em flashes de memória.


De alguma maneira as únicas coisas que vêm a minha mente são Dan, meu quarto, fogo, carro, seringa, Dan, quarto de motel, Dan, banheira, seringa, carro, Dan, seringa, Dan. Sinto minha cabeça girar, mas não mais por estar dopada, e sim por perceber que nada foi um sonho, apesar de estar tudo tão confuso.


Eu me levanto, sem saber ao certo com o que irei deparar. Ainda estou usando o meu vestido e encontro minhas sandálias à beira da cama. Olho-me no espelho, e não resisto ao impulso de arrumar o cabelo. Procuro ao redor do quarto, não tenho bolsa nem nada, nem mesmo vejo meu pijama ao redor. Abro as gavetas da cômoda e elas estão vazias. Nem um único pente."

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