"Eu estou no quarto dos meus pais. Posso vê-los dormindo abraçados entre os lençóis. Eles ressonam ritmicamente calmos e despreocupados. Consigo quase ver minha mãe sorrindo segurando o braço de meu pai que rodeia sua cintura, se aconchegando em seu abraço, protegendo-se do frio.


Eu também sorrio. A calma deles me apazigua e tudo parece perfeito. Até que percebo que não somos apenas nos três. Há alguém invadindo nosso momento familiar. Dan surge silenciosamente e encara a mesma cena que eu. Não entendo como ele pode ver tal momento de amor sem se encantar.


Dan desperta de sua distração e o vejo brincar com um objeto metálico. Ele sorri para mim enquanto derrama um líquido amarelo nas cortinas de seda do quarto e ao redor da cama dos meus pais. Ele pega novamente o objeto metálico cuja luz brilha na escuridão e o joga contra as cortinas, e não entendo o que ele está fazendo, até que sinto o calor insuportável do fogo que começa a consumir as paredes do quarto."

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