"Pouco tempo depois já estamos na estrada novamente. Mal consigo divisar as imagens que passam numa velocidade absurda pela janela do carro. A lua está cheia no seu ponto mais alto, iluminando com dificuldade a estrada, que permanece na escuridão.


O farol do carro consegue iluminar apenas alguns metros à frente, nos permitindo ver as luzes de sinalização. A estrada surpreendentemente está em boas condições, e vejo alarmada no painel do carro o velocímetro passar dos 180 km/h.


Protejo-me dentro do casaco de Dan que já veste outro. Enquanto terminava de colocar minhas poucas roupas e meus objetos pessoais na pequena mala que Dan havia me entregue, ele entrou no quarto recomendando que eu usasse minha calça jeans e uma camiseta que me aquecesse.


É estranho que nessa cidade, apesar de não saber se já saímos de suas fronteiras, seja tão quente de dia, e tão frio à noite. Até mesmo com os vidros do carro fechados, para evitar o vento gelado cortante, e com o aquecedor ligado, tenho calafrios.


Ou talvez seja o medo. Dan dirige olhando cuidadosamente a estrada e permanece em silêncio. Ele parece quase apreensivo. E é essa apreensão, para a qual não vejo motivos, uma vez que acredito ter tido um dia maravilhoso e calmo, quase normal, que me aflige. "

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